Estratégias com baldes de pipoca buscam aumentar a frequência do público nos cinemas em 2026

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Ingressos não são mais o maior custo no cinema

Ir ao cinema nunca foi só pagar pelo ingresso. Hoje, os gastos com pipoca e refrigerante superam o valor da entrada e podem facilmente chegar a quase R$ 300. Isso se deve principalmente aos novos baldes e copos de plástico, que substituem os tradicionais saquinhos e copos de papel. Inspirados em grandes lançamentos, esses itens colecionáveis transformam o simples ato de consumir um lanche em uma experiência visual e afetiva, valorizada pelo público.

Baldes e copos se tornam peças de coleção

Esses colecionáveis vêm em formatos inusitados: o conversível rosa da “Barbie”, o caixão do “Nosferatu”, o chapéu de bruxa de “Wicked” e até o infame verme de areia de “Duna”. A sofisticação dessas peças ultrapassa a função prática; são verdadeiros objetos de desejo que convidam o público a não só consumir, mas colecionar lembranças dos filmes. Essa tendência tem se tornado uma estratégia essencial para as redes de cinema, diante da dificuldade crescente de atrair espectadores às salas.

Experiência além da tela

“O cinema está se tornando um espaço para viver experiências”, destaca Pedro Curi, especialista em cultura de fã. Segundo ele, são esses colecionáveis que transformam a ida ao cinema em um evento, similar ao conceito do McLanche Feliz, que propõe mais que uma refeição: um momento especial. O foco deixa de ser apenas o filme e passa a ser a relação entre o espectador, o passeio e a conexão com a história e personagens.

Baldes como termômetro do público

Além de colecionáveis, esses objetos servem como parâmetro para as redes avaliarem o apelo de um filme. Em 2025, por exemplo, o balde temático de “Lilo & Stitch” da Cinépolis, vendido a R$ 150, esgotou rapidamente e antecipou o sucesso do longa, que arrecadou mais de R$ 200 milhões no Brasil. A produção de itens exclusivos, com lotes menores e maior valor, também cria um senso de urgência e exclusividade para o consumidor, expandindo a receita para além dos ingressos.

Impacto financeiro para as redes de cinema

No Brasil e no mundo, o segmento de alimentos e bebidas nas salas, que inclui esses colecionáveis, responde por cerca de metade do lucro das redes de cinema. A americana AMC, maior rede global, faturou cerca de R$ 267 milhões só com a venda desses produtos em 2023. Diretores renomados, como Tim Burton e James Cameron, passaram a se envolver diretamente no design dos itens, elevando ainda mais sua atratividade.

Moda e nostalgia na bonbonnière

Os preços desses colecionáveis vão de R$ 120 a quase R$ 300, como o balde de “Avatar: Fogo e Cinzas” ou o Yoshi de “Super Mario Galaxy”. Para muitos espectadores, comprar esses itens é levar para casa uma lembrança única do filme e do momento vivido. A iniciativa não se restringe a baldes e copos: recentemente, cadernos e cards metalizados foram distribuídos em prévias especiais, reforçando a exclusividade da experiência presencial.

Colecionáveis e a cultura de fãs repaginada

Para Pedro Curi, essa tendência reflete uma convergência entre entretenimento, consumo e cultura. O colecionável não é apenas um objeto, mas a materialização da experiência e da memória. A ida ao cinema é cada vez mais entendida como um show, um momento singular que se quer registrar e repetir. Mesmo com a digitalização, a vontade de ter um registro físico, como era o ingresso impresso antigamente, permanece viva e se renova nas novas formas de colecionar.

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