“Dark Horse”: cinebiografia de Jair Bolsonaro ganha destaque e polêmica
O filme “Dark Horse” traz à tela a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, protagonizado pelo ator Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus em “A Paixão de Cristo” (2004). A produção já nasce envolta em controvérsias políticas, por associações financeiras envolvendo o pré-candidato Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, e promete chamar a atenção do público por sua abordagem e elenco.
Jim Caviezel: um protagonista de peso e fé
Com 57 anos, Caviezel traz ao papel um histórico marcante no cinema. Além do icônico Jesus Cristo, ele protagonizou o filme “Som da Liberdade” (2023), sobre um agente americano que combate o tráfico de crianças na Colômbia, obra que teve forte apoio conservador. Entre 2011 e 2016, Caviezel também brilhou na TV com a série “Person of Interest”. Nas redes sociais, destaca suas crenças religiosas e vínculo político, como a amizade com Donald Trump.
Enredo e inspiração: do atentado à campanha presidencial de 2018
O roteiro, baseado no texto “Capitão do Povo”, escrito pelo ex-secretário da Cultura e deputado federal Mario Frias, foca nos momentos cruciais após a facada sofrida por Bolsonaro durante a campanha de 2018 em Juiz de Fora (MG). Frias, também produtor-executivo do filme, promete uma superprodução com padrão hollywoodiano, embora a data exata de lançamento ainda não tenha sido confirmada.
Elenco diversificado e internacional
Além de Caviezel como Bolsonaro, o elenco inclui Sergio Barreto como Carlos Bolsonaro, Edward Finlay interpretando Eduardo Bolsonaro, e Marcus Almeida D’Ornellas no papel de Flávio Bolsonaro. A atriz americana Camille Guaty assume o papel de Michelle Bolsonaro, adicionando um toque internacional à produção brasileira, que contou com locações importantes em São Paulo e Juiz de Fora.
Direção de Cyrus Nowrasteh: tradição em dramas políticos e religiosos
O cineasta Cyrus Nowrasteh, nascido no Colorado e filho de iranianos, dirige o filme. Com experiência em séries e minisséries marcadas por temas políticos e religiosos, ele já trabalhou em projetos como “The Equalizer” e “The Path to 9/11”. Suas obras frequentemente entrelaçam fé e questões sociais, como visto em “The Young Messiah” (2016) e “Infidel” (2020), filme também estrelado por Caviezel.
Gravações em São Paulo e controvérsias financeiras
Grande parte das filmagens ocorreu em São Paulo, especialmente no centro da cidade, com cenas que recriaram o atentado sofrido por Bolsonaro em Juiz de Fora. No entanto, o filme está envolto em polêmica por contas reveladas sobre financiamento: Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso atualmente, com repasses que podem chegar a R$ 61 milhões. A produtora, porém, nega o recebimento desse aporte.
Mario Frias e recursos públicos: negação e críticas
Mario Frias, apesar de ter direcionado R$ 2 milhões em verbas públicas à produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme, nega ter intermediado esse repasse, ressaltando sua trajetória sem escândalos financeiros maiores. Suas declarações nas redes sociais enfatizam a defesa da integridade perante as acusações da imprensa, que questiona o uso dos recursos públicos no projeto.
“Dark Horse” já surge como uma obra cheia de tensão, tanto no conteúdo quanto por trás das câmeras. A combinação de um elenco internacional, uma direção experiente em dramas políticos e religiosos, e o contexto político do Brasil atual garantem ao filme um lugar de destaque nas discussões culturais e políticas nos próximos meses. Fique atento à data de estreia, prometida pelos envolvidos para breve.