Justiça Eleitoral suspende perfis de Pablo Marçal e impõe multa diária de R$ 10 mil

Candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo é acusado de abuso de poder econômico e uso indevido das redes sociais; Marçal critica a decisão e promete recorrer

Por: Alex Alves

Foto: Reprodução/Maria Isabel

A Justiça Eleitoral decidiu suspender temporariamente os perfis em redes sociais de Pablo Marçal, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB. A liminar, concedida pelo juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral, foi emitida em resposta a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) movida pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). A ação acusa Marçal de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação para promover sua candidatura.

A decisão estipula uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento, visando coibir a disseminação de conteúdo que, segundo o juiz, desequilibra a disputa eleitoral. A principal acusação envolve a prática de “monetizar cortes” de vídeos, o que, na visão da Justiça, favorece o candidato de forma desproporcional em um período de propaganda antecipada.

Na liminar, o magistrado destacou que a suspensão dos perfis no Instagram, YouTube, TikTok, X (antigo Twitter), e site oficial de Marçal deverá permanecer até o final das eleições. Também foi proibido que o candidato ou qualquer associado remunere pessoas que cortam e divulgam conteúdos de sua campanha nas redes sociais. Além disso, a atividade de sua comunidade na plataforma Discord foi interrompida com o mesmo objetivo.

Apesar da decisão severa, o juiz indeferiu outros pedidos do PSB, como a suspensão dos repasses financeiros aos criadores de conteúdo e a quebra de sigilo fiscal e bancário das empresas ligadas a Marçal. Ele justificou que essas medidas exigiriam uma análise mais aprofundada.

Em resposta, Pablo Marçal, que é também influenciador digital, reagiu com indignação. Durante uma transmissão ao vivo no Instagram, realizada no sábado (24), ele sugeriu que a decisão da Justiça tinha motivações eleitorais e declarou que nada poderá impedi-lo de continuar sua campanha. “No dia em que alcancei 13 milhões de seguidores, decidiram derrubar minhas redes sociais”, afirmou.

Marçal criticou a liminar, classificando-a como “desconectada da realidade” e garantiu que continuará sua campanha sem medo das consequências. Ele também pediu a seus seguidores que gravassem vídeos de apoio, antecipando a queda de seus perfis.

Tabata Amaral, candidata do PSB à Prefeitura de São Paulo, comentou a decisão em nota oficial, afirmando que a Justiça Eleitoral está sinalizando suspeitas concretas de que Marçal utilizou recursos ilegais para se promover. “É uma decisão liminar. Basicamente, Pablo caiu no antidoping”, declarou Amaral, reforçando a gravidade das acusações contra seu adversário.

A decisão ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), e o desfecho do caso deve repercutir nos próximos dias, com possíveis impactos significativos na campanha eleitoral de Pablo Marçal.

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