Brasil proíbe uso de termômetros e aparelhos de pressão com mercúrio para reduzir impactos ambientais

Nova regulamentação da ANVISA proíbe a venda e uso de dispositivos à base de mercúrio, visando reduzir impactos ambientais e riscos à saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) anunciou, em resolução publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (24), a proibição do uso, importação e comercialização de termômetros e esfigmomanômetros (aparelhos de medição de pressão arterial) que contenham mercúrio em todo o território brasileiro. A medida, baseada na Convenção de Minamata, firmada no Japão em 2013, tem como principal objetivo reduzir o consumo de mercúrio, substância tóxica com potencial de causar sérios danos ao meio ambiente e à saúde humana.

A proibição, que entra em vigor em conformidade com as diretrizes ambientais adotadas pelo Brasil em 2022, não se aplica a pesquisas ou à utilização de mercúrio em instrumentos de calibração. A ANVISA destaca que os dispositivos digitais, tanto termômetros quanto esfigmomanômetros, já estão amplamente difundidos no Brasil e são alternativas seguras e eficazes, com precisão garantida pelo Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade.

Os Riscos do Mercúrio ao Meio Ambiente e à Saúde

O mercúrio, embora seja um metal naturalmente encontrado na Terra, é altamente prejudicial quando descartado de forma inadequada. Sua composição química pode contaminar o solo e os corpos d’água, levando à degradação ambiental e colocando em risco a saúde de animais e humanos. Quando entra em contato com ambientes aquáticos, o mercúrio pode ser transformado em metilmercúrio, uma forma orgânica do metal que pode se acumular na cadeia alimentar, causando graves impactos ecológicos.

Orientações para Descarte Seguro

A ANVISA ressalta a importância de seguir as Boas Práticas de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, estabelecidas em 2018, para o descarte adequado de termômetros e esfigmomanômetros que contenham mercúrio. Em caso de quebra acidental, devem ser seguidos procedimentos específicos de manuseio e descarte para evitar contaminação. O descumprimento da nova resolução poderá resultar em penalidades sanitárias, além de responsabilidades civis, administrativas e penais.

A medida representa um importante passo no compromisso do Brasil com a preservação ambiental e a segurança da saúde pública, promovendo o uso de tecnologias mais seguras e sustentáveis.


Por: Redação

Foto: Reprodução/Pixabay

últimas notícias

VEJA TAMBÉM

Participantes trocam beijos e intimidade após festa e aumentam especulações sobre relacionamento no reality A madrugada deste sábado ...

Ação prevê o plantio de 4.160 mudas nativas do Cerrado como estratégia de descarbonização e recuperação de áreas ...

O programa Alfabetização e Família, do Governo de Goiás, desenvolvido pelo Goiás Social e implementado pela Secretaria de ...

Vítima sobreviveu à queda com suspeita de fratura e relatou ameaças anteriores à polícia Uma mulher foi jogada ...

Astro dos filmes de ação faleceu cercado pela família; causa não foi informada O ator Chuck Norris morreu ...

O Governo de Goiás publicou, nesta quinta-feira (19/03), edital para abertura para Processo Seletivo Simplificado para a contratação ...