Formosa: Radialista é investigado por ofensas racistas contra repórter

Polícia apura denúncias de injúria racial e perseguição após ataques proferidos por Breno Berlutinny contra Clícia Balbino em grupos de WhatsApp

A Polícia Civil de Goiás investiga um caso de injúria racial envolvendo colaboradores de uma rádio de Formosa, no Entorno do Distrito Federal. Breno Marcelino Ferreira, conhecido como Breno Berlutinny, é acusado de ofender a repórter Clícia Balbino com ataques racistas e xingamentos em grupos de WhatsApp.

Entre as ofensas, Breno teria feito trocadilhos racistas com o sobrenome de Clícia, chamando-a de “babuína”. “Pode chorar, ‘Clícia Babuína’. Chora, ‘Clícia Babuína’”, dizia ele em áudios obtidos pela reportagem. Além disso, usou termos como “Fiona do Rádio”, “Fátima Bernardes da Shopee” e “clandestina” para desmoralizá-la.

Denúncia e contexto

Clícia registrou um boletim de ocorrência em 18 de novembro, relatando o caso. Segundo ela, o conflito começou durante a apuração de um caso envolvendo a transferência de um paciente do Hospital Estadual de Formosa para Goiânia. Enquanto Breno afirmava que o hospital se negava a transferir o paciente, Clícia constatou que a responsabilidade cabia ao Estado, e não ao hospital.

“Fui ao hospital verificar a situação. Constatei que havia ambulâncias, mas como o hospital é estadual, o transporte não é de responsabilidade do Samu. Foi aí que ele começou os ataques”, relatou Clícia.

A repórter acredita que o episódio seja parte de uma perseguição mais ampla, motivada por desavenças entre Breno e sua mãe, uma ex-policial militar. “Ele tem problemas com minha mãe e me ataca como forma de provocação”, disse Clícia, visivelmente abalada.

Investigação

A Polícia Civil está analisando os áudios e prints das mensagens enviadas por Breno, que foram anexados à denúncia. O caso inclui ofensas de cunho racista e moral, caracterizando injúria racial e perseguição.

Clícia lamenta a situação e demonstra preocupação com os impactos emocionais. “Não sei mais o que fazer. Só de falar o nome dele já me sinto mal”, desabafou.

O suspeito ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.


Por: Redação
Foto: Reprodução

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