Câmara de Aparecida aprova aumento de 47,6% no salário de vereadores e derruba veto do prefeito

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Projeto eleva subsídios para R$ 27,6 mil a partir de 2025; prefeito critica decisão em meio a desafios fiscais

A Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia aprovou nesta terça-feira (3) o reajuste de 47,6% nos salários dos vereadores para a próxima legislatura (2025-2028). A medida foi confirmada após a derrubada do veto do prefeito Vilmar Mariano (UB), em votação que terminou com 19 votos favoráveis e 3 contrários. Com isso, a remuneração mensal passará de R$ 18.725 para R$ 27.647, a partir de janeiro de 2025.

O projeto, proposto pela mesa diretora, justificou o aumento como uma necessidade de corrigir a defasagem acumulada desde o último reajuste, ocorrido em 2013. Além disso, os parlamentares argumentaram que o crescimento populacional do município, que ultrapassa 500 mil habitantes, torna o reajuste necessário para adequação ao novo cenário.

Reajuste não impacta o orçamento, diz Câmara

Segundo informações da Câmara, o aumento salarial não representará impacto adicional no orçamento público. O Legislativo afirmou que o duodécimo, valor repassado pela prefeitura, permanecerá o mesmo, mantendo os gastos dentro do limite legal.

A estrutura administrativa dos gabinetes também foi usada como argumento para justificar a medida. Cada vereador conta com apenas seis assessores e não recebe verbas adicionais, como auxílios ou cotas de gabinete, práticas comuns em outros municípios.

“É uma questão de transparência e valorização do trabalho parlamentar. Sabemos das críticas, mas estamos garantindo que o aumento seja implementado de forma responsável”, afirmou André Fortaleza, presidente da Câmara, durante a votação.

Prefeito critica medida e alerta para prioridades

O prefeito Vilmar Mariano se posicionou contra o reajuste, destacando que o momento exige cautela fiscal. Em nota, o chefe do Executivo afirmou que a decisão é incompatível com o cenário econômico enfrentado pela população, que lida com inflação e alta no custo de vida.

“A prioridade do governo é investir em saúde, educação e infraestrutura. Esse reajuste transmite uma mensagem equivocada em um momento em que a cidade precisa de austeridade e responsabilidade fiscal”, declarou Vilmar.

Próximos passos

Com a aprovação final, o projeto será publicado no Diário Oficial do Município e passará a valer na próxima legislatura. Apesar das críticas, os vereadores ressaltam que o reajuste é legal e representa uma atualização necessária após mais de uma década sem mudanças.

A decisão, no entanto, deve continuar gerando repercussões entre a população, que acompanha com atenção os desdobramentos políticos e econômicos de Aparecida de Goiânia.


Por: Redação
Foto: Divulgação

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