O prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel (MDB), classificou como “desproporcional” a decisão da Justiça Eleitoral que cassou sua chapa, sob a acusação de abuso de poder político. A condenação também inclui o governador Ronaldo Caiado (União Brasil), apontado como principal articulador da campanha. Apesar do revés, Mabel reafirmou que sua diplomação, marcada para o dia 19 de dezembro, e posse em 1º de janeiro de 2025, estão mantidas enquanto o caso tramita judicialmente.
“Seguirei firme”, diz Mabel
Durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (11), Mabel destacou sua confiança na reversão da sentença. “Recebo essa decisão com respeito, mas considero desproporcional. Continuarei trabalhando firme para cumprir o compromisso que assumi com a população de Goiânia”, afirmou.
A defesa do prefeito eleito também expressou surpresa com o desfecho e questionou a análise do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), argumentando que o evento citado como base para a acusação — uma reunião política na residência oficial do governador — não configura abuso de poder político.
Fundamentação da sentença
A Justiça Eleitoral considerou que a utilização da residência oficial para fins políticos comprometeu a igualdade da disputa eleitoral, ferindo os princípios do Estatuto Eleitoral. A acusação foi apresentada pelo Partido Liberal (PL), adversário na campanha.
O governador Ronaldo Caiado também anunciou que recorrerá da decisão, argumentando que a reunião política foi legítima e não trouxe qualquer benefício eleitoral indevido.
Defesa aposta na reversão
A equipe jurídica de Mabel sustentou que a sentença foi baseada em premissas equivocadas, contrariando jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Acreditamos que o TRE-GO revisará sua posição e restabelecerá a justiça nesse caso. A democracia exige que votos sejam respeitados, e nenhuma irregularidade grave ocorreu”, disse a defesa em nota.
Cenário político local
Embora a cassação tenha gerado incerteza, Mabel segue como prefeito eleito até decisão definitiva do tribunal. A situação aumenta a instabilidade política em Goiânia e repercute nas articulações do governo estadual liderado por Caiado.
Por: Redação
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