Governo Lula discute alta dos alimentos com empresários em meio à queda de popularidade

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## Vice-presidente Alckmin lidera reuniões para tentar conter impacto da inflação sobre governo

O governo federal realiza, nesta quinta-feira (6), duas reuniões para tratar da alta no preço dos alimentos, tema que se tornou uma preocupação central para o Palácio do Planalto diante do aumento da desaprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os encontros serão liderados pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Também participarão os ministros Rui Costa (Casa Civil), Carlos Fávaro (Agricultura) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário).

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estará ausente, pois cumpre agenda em São Paulo. Representando a pasta, participarão o secretário-executivo, Dario Durigan, e o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello. A presença de Lula, a princípio, também não está prevista.

### Setor produtivo na mesa de negociação

Entre os participantes das reuniões, estão representantes de importantes entidades do setor produtivo, como:

– Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA);
– Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC);
– Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS);
– Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA);
– Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE).

O objetivo das reuniões é discutir estratégias para frear a inflação dos alimentos e evitar impactos ainda maiores sobre o poder de compra da população.

### Popularidade em queda

A crescente preocupação do governo com a alta de preços ocorre em um momento de deterioração da imagem de Lula. Pesquisa Genial/Quaest divulgada no fim de fevereiro aponta que a desaprovação ao presidente ultrapassa 60% nos principais estados do Sudeste, região que concentra grande parte do eleitorado brasileiro.

Em Minas Gerais, por exemplo, a rejeição ao governo subiu 16 pontos percentuais desde dezembro, chegando a 63%. No mesmo período, a aprovação caiu de 52% para 35%.

A pressão por soluções econômicas eficazes cresce, e o governo busca alternativas para reverter o cenário adverso antes que o desgaste se traduza em maior perda de apoio político.


Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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