Médica que sequestrou recém-nascida é solta após oito meses presa em Goiás

Claudia Soares Alves alegou surto psicótico no momento do crime; Justiça concede liberdade provisória

A neurologista *Claudia Soares Alves, presa desde julho de 2024 por sequestrar uma recém-nascida de um hospital em Uberlândia (MG), foi solta após **oito meses* de detenção. A decisão da Justiça de Goiás foi cumprida na última terça-feira (25), na *Unidade Prisional Regional Feminina de Orizona (GO). A informação foi confirmada pela **Polícia Penal de Goiás* na sexta-feira (28).

A defesa da médica informou que não fará declarações sobre o caso, uma vez que o processo segue em *segredo de justiça. O **Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO)* também não divulgou os fundamentos da decisão que concedeu a liberdade provisória.

 Indiciada por tráfico de pessoas e falsidade ideológica

Claudia foi *indiciada em agosto de 2024* pelos crimes de *falsidade ideológica* e *tráfico de pessoas. Ela foi encontrada em **Itumbiara (GO), a 135 km de Uberlândia, um dia após sequestrar a recém-nascida da maternidade do **Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU)*.

De acordo com a *Polícia Civil de Minas Gerais, o indiciamento foi baseado em depoimentos, imagens do crime e na apreensão da recém-nascida na casa da médica. “Ela era muito bem articulada. Entrou, mexeu nos peitos da minha esposa para ver se tinha leite, disse que era pediatra e que ia levar a bebê para se alimentar. Minutos depois, percebi que minha filha não voltava e então vimos que ela havia sido levada”, relatou **Édson Ferreira*, pai da criança.

 Sequestro com identidade falsa

Claudia entrou na maternidade usando jaleco, luvas, máscara e um crachá da *UFU*, onde era docente da Faculdade de Medicina. Apresentando-se como pediatra, ela levou a bebê sob o pretexto de alimentá-la. Em seguida, deixou o hospital carregando a criança e seguiu até seu carro.

Durante as investigações, a polícia descobriu que, enquanto mantinha a recém-nascida escondida em sua mochila, Claudia conversava com o pai da criança e com funcionários do hospital, alegando que a bebê estava sendo alimentada por uma enfermeira.


Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução/Redes Sociais

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