Polícia prende 22 palmeirenses por emboscada fatal contra torcedores do Cruzeiro

Operação na terça-feira (1º) deteve seis membros da Mancha Alviverde por ataque que resultou na morte de um torcedor e ferimentos em outros 15 integrantes da Máfia Azul, em 2024, em Mairiporã. Outros 16 já estavam presos.

Em cinco meses de investigação, a Polícia Civil prendeu 22 dos 26 palmeirenses suspeitos de envolvimento na emboscada contra torcedores do Cruzeiro, ocorrida em 27 de outubro de 2024, na Rodovia Fernão Dias, região metropolitana de São Paulo. O ataque, que teve ampla repercussão devido à divulgação de vídeos nas redes sociais, resultou na morte de José Victor Miranda e deixou 15 cruzeirenses feridos.

Os suspeitos respondem por homicídio, tentativa de homicídio e incêndio criminoso, já que atearam fogo em um dos ônibus da torcida rival. Dezesseis dos acusados já haviam sido presos até o final de 2024, enquanto outros seis foram detidos nesta terça-feira (1º) em uma operação conjunta do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.

Quatro torcedores seguem foragidos

As autoridades ainda buscam quatro torcedores do Palmeiras, que seguem foragidos. São eles: Neilo Ferreira e Silva, Alexandre Santos Medeiros, Cesar Augusto Pinheiro Melo e Renato Mendes da Silva.

Planejamento e motivação do ataque

De acordo com as investigações, os palmeirenses teriam planejado a emboscada em retaliação a uma briga ocorrida em 2022, em Minas Gerais, quando foram agredidos por cruzeirenses. A execução do ataque foi registrada pelos próprios envolvidos e divulgada em redes sociais, auxiliando na identificação dos responsáveis.

Os integrantes da Mancha Alviverde usaram paus, pedras, barras de ferro e rojões contra os rivais. Além das agressões, depredaram e incendiaram os ônibus dos cruzeirenses. A Justiça analisa um pedido do Ministério Público para que os responsáveis paguem uma indenização de R$ 10 milhões, a ser dividida entre os familiares da vítima fatal, os sobreviventes feridos e a Prefeitura de Mairiporã.

A investigação também apura possível envolvimento de um torcedor ligado a uma organizada do Vasco da Gama, devido à relação de amizade entre as torcidas.


As defesas dos investigados ainda não se pronunciaram.
Por: Lucas Reis
Foto: Montagem/g1

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