Concessionária de luxo em Goiânia é acusada de aplicar calotes milionários em clientes

Empresa no Jardim América é alvo de investigação da Polícia Civil por suspeita de estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa

Uma concessionária de veículos de luxo localizada no setor Jardim América, em Goiânia, está no centro de uma série de denúncias que envolvem prejuízos milionários a clientes. Segundo investigações da Polícia Civil de Goiás, ao menos 10 pessoas alegam ter sido vítimas de calotes que, somados, ultrapassam R$ 3 milhões. Os relatos incluem cheques sem fundo, contratos não cumpridos e transferências irregulares de veículos sem o devido pagamento aos proprietários.

Entre os principais suspeitos está Edmar, um dos sócios da empresa, citado em diversas negociações problemáticas. Um empresário de Rio Verde, que prefere não se identificar, afirmou ter deixado uma caminhonete RAM Classic Laramie em consignação na loja, com venda acertada por R$ 250 mil. No entanto, apenas R$ 25 mil foram pagos. O restante não foi quitado, embora o veículo tenha sido transferido para o nome de Edmar e posteriormente vendido. “Jogaram a culpa em um sócio que teria saído, mas o carro foi transferido para a própria empresa. Tenho documentos que comprovam isso”, declarou.

Outro caso envolve uma empresária que tentou vender um veículo em 2022 com intermediação de Edmar. Ela relata que recebeu cheques sem fundo como parte do pagamento. “Ganhei na Justiça, mas nunca consegui receber. Ele sempre me enrolava. Já registrei boletim de ocorrência por estelionato e espero que a Justiça seja feita”, afirmou.

Mais um cliente, que também preferiu o anonimato, contou que recebeu apenas parte do valor de seu carro colocado em consignação. Segundo ele, foram pagos R$ 300 mil, mas R$ 250 mil ainda estão em aberto. Apesar de vitória judicial e determinação de bloqueio de bens da empresa, o ressarcimento não aconteceu. “Não há nada no nome deles. É como se tivessem esvaziado o patrimônio. Estamos diante de um esquema estruturado”, avaliou.

Procurado, o empresário Vinicius, também sócio da loja, afirmou que só irá se manifestar nos autos do inquérito. “Por orientação jurídica, vou me manifestar e apresentar todos os esclarecimentos com documentos nos autos dos inquéritos policiais e processos judiciais”, declarou.

A Polícia Civil de Goiás apura as denúncias, que podem configurar crimes de estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa. O inquérito segue em andamento.


Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Divulgação/PCGO

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