Empresários usaram offshores em paraíso fiscal para lavar verba desviada de emendas, aponta PF

Investigação da Operação Overclean revela criação de empresas nas Ilhas Virgens para ocultar recursos desviados por empresários do setor de construção

A Polícia Federal afirma que os empresários Alex Rezende Parente e Fábio Rezende Parente criaram um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro utilizando empresas offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, um conhecido paraíso fiscal no Caribe. A revelação faz parte da terceira fase da Operação Overclean, deflagrada em abril.

Segundo o relatório da PF, os irmãos Parente constituíram três offshores — Lexpar Capital & Assets Corp, Biopar Capital & Assets Corp e Flap Jet Assets Management Corp — com o objetivo de esconder o rastro de verbas públicas desviadas por meio de emendas parlamentares. As evidências foram obtidas a partir de mensagens no celular de Fábio Parente e documentos encontrados na sede da empresa Larclean Saúde Ambiental Ltda.

De acordo com a investigação, o esquema envolvia ainda contratos de gaveta usados para ocultar a posse de imóveis adquiridos com recursos ilícitos. Alex Parente seria o responsável pelas decisões estratégicas do grupo, enquanto Fábio atuava como operador financeiro e idealizador das manobras ilegais.

Na primeira fase da operação, em dezembro de 2024, agentes federais apreenderam R$ 1,5 milhão com Alex Parente a bordo de um jatinho em Brasília. A PF agora tenta rastrear o montante total enviado ao exterior, mas aponta que o “caráter complexo e insidioso” do esquema tem dificultado o levantamento completo.

O caso foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF), após o nome do deputado federal Elmar Nascimento (União-BA) ter sido citado nos autos. Com foro privilegiado, o parlamentar nega envolvimento e afirma que a indicação de emendas não o torna responsável pela fiscalização da aplicação dos recursos.

A defesa dos empresários, por meio do advogado Sebástian Mello, declarou que os fatos serão esclarecidos quando houver acesso integral aos autos. “Todos os elementos serão devidamente apresentados às autoridades competentes”, afirmou.

A Operação Overclean segue em andamento, com novas diligências para identificar o destino do dinheiro e os demais envolvidos na rede de ocultação patrimonial.


Por: Redação via Terra
Foto: Divulgação/PF

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