Comitiva viaja sete dias em carros de boi para celebrar Romaria do Divino Pai Eterno

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Tradição centenária mobiliza famílias de várias gerações, que cruzam mais de 100 km levando fé, promessas e agradecimentos até Trindade, na maior festa religiosa de Goiás.

Em uma demonstração de fé e resistência, dezenas de carreiros cruzaram mais de 100 quilômetros em sete dias para chegar à Romaria do Divino Pai Eterno, em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. A tradição, passada de geração para geração, une famílias inteiras em um ritual marcado por promessas, agradecimentos e muito esforço.

A comitiva saiu de Abadiânia e, durante o trajeto, enfrenta sol forte, poeira, cansaço e até pequenos acidentes. Mas nada disso é suficiente para abalar a determinação de quem tem motivos para agradecer. A estudante Rafaela Flores, por exemplo, torceu o pé no caminho, mas segue firme com sua promessa feita aos nove anos de idade. “Eu tenho que chegar”, disse.

Ana Maria Duarte, uma das candieiras do grupo, resume o sentimento que move todos: “A gente não tem muito o que pedir, tem é que agradecer”. No caminho, eles cozinham mandioca, arroz e carne de lata, descansam os bois e seguem a jornada com fé renovada.

O líder da comitiva, Egnaldo Vieira, guarda com orgulho uma relíquia do passado: uma placa de identificação de carro de boi do ano de 1944, herdada do avô. “Antigamente a gente pagava imposto pelo carro de boi. Isso aqui é história viva”, contou.

Ao chegar em Trindade, os carreiros participam do tradicional desfile, um dos momentos mais aguardados da romaria. Reconhecida como Patrimônio Cultural Brasileiro, essa manifestação representa não só a fé do povo goiano, mas também a força da cultura rural do estado.

O som das rodas de madeira, o ritmo lento dos bois e a união entre gerações fazem dessa jornada algo muito maior do que uma viagem: é um reencontro com as raízes, com o sagrado e com os valores da vida simples no campo.

Para muitos, como Ana Maria, a cada romaria se reforça a certeza de que manter viva essa tradição é também uma forma de agradecer e honrar quem veio antes. “Enquanto Deus permitir, a gente vai continuar indo.”


Por: Redacao via G1 GOIAS
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

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