Família denuncia falha no atendimento após criança ser levada ao hospital com grão de milho no nariz; Polícia Civil investiga como homicídio culposo
A dor da família de Ravi de Souza Figueiredo, de apenas 2 anos, se transformou em uma luta por justiça. Segundo a declaração oficial de óbito, o menino faleceu devido a uma perfuração no estômago. Ele havia sido levado ao Hospital Municipal de Goiatuba, no sul de Goiás, para retirada de um grão de milho da narina.
A ocorrência, inicialmente simples, terminou em tragédia. O pai, Josenilson da Silva Figueiredo, conta que tentou remover o milho junto com a esposa, sem sucesso. Ao chegar ao hospital, a equipe tentou com uma pinça e, depois, introduziu uma espécie de cânula de borracha duas vezes na narina da criança, com fluxo de ar.
Segundo ele, logo após o procedimento, Ravi vomitou e apresentou inchaço abdominal. “A equipe médica disse que era normal”, relatou. O menino recebeu medicação para gases e foi liberado por volta das 3h da manhã.
Poucas horas depois, o quadro piorou. “A gente chegou em casa, e ele piorou. Continuava inchado, com fraqueza e não conseguia falar. Ele não parecia bem, estava agoniado, e então voltamos para o mesmo hospital”, contou o pai.
De volta à unidade, Ravi foi medicado e examinado. Um médico indicou a transferência para Goiânia, mas no trajeto, ao chegar em Hidrolândia, o estado do menino se agravou. Ele foi levado para o Hospital Municipal de Hidrolândia, mas não resistiu e morreu às 12h12 do dia 5 de abril.
“Vi a hora que a enfermeira baixou a cabeça (…) Ela falou: Infelizmente, seu filho veio a óbito. Aí eu já entrei em desespero”, relatou a mãe, Priscila Marta de Souza.
A Polícia Civil investiga o caso como homicídio culposo por imperícia médica.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/Josenilson Figueiredo