Empresários pedem ao governo que não reaja às tarifas de Trump

Empresários temem prejuízos e defendem postura pragmática nas relações com os Estados Unidos

Representantes da indústria brasileira pediram ao governo federal, em reunião realizada nesta terça-feira (15), que não adote medidas de retaliação contra os Estados Unidos diante da possível aplicação de tarifas de 50% por parte do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros. O apelo ocorre poucas horas após a regulamentação da Lei da Reciprocidade, que abre caminho para que o Brasil possa responder com medidas semelhantes.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que uma reação imediata pode ser prejudicial à relação comercial entre os dois países. Segundo ele, é necessário evitar que disputas políticas interfiram em uma relação que, do ponto de vista econômico, é complementar. Outros líderes do setor reforçaram a necessidade de uma abordagem técnica e sem pressa.

Durante o encontro com ministros, os industriais solicitaram ao governo que negocie com os EUA o adiamento das tarifas por ao menos 90 dias. A justificativa é que o prazo atual, de apenas 15 dias, não permite um debate profundo e técnico sobre os impactos da medida. As novas tarifas devem entrar em vigor no dia 1º de agosto.

De acordo com estimativas da CNI, as possíveis sanções podem comprometer diretamente até 110 mil empregos no Brasil e causar perdas relevantes no Produto Interno Bruto (PIB). O setor teme que, caso as tarifas se confirmem, não haja alternativas viáveis de curto ou médio prazo para substituir o mercado norte-americano nas exportações brasileiras.

A reunião contou com a presença de 18 representantes da indústria, além de ministros e técnicos do governo federal. Participaram líderes de setores como aviação, calçados, máquinas, têxteis, alumínio, madeira e componentes automotivos — todos com forte dependência do mercado externo, especialmente o americano.

Ao final do encontro, os empresários reforçaram o pedido para que o governo mantenha o diálogo aberto e busque soluções que evitem prejuízos econômicos, preservando empregos e mantendo o equilíbrio nas relações internacionais. A expectativa é de que novas reuniões ocorram ainda nesta semana.


Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Alan Santos/PR e Gustavo Moreno/STF

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