Pastor é preso por assediar adolescente em Luziânia

Homem de 55 anos se aproveitou da fragilidade emocional da vítima. Ele já tinha passagem por crime semelhante contra uma criança de 10 anos

O pastor Gilvan Gonçalves dos Santos, de 55 anos, foi preso na quarta-feira (16) após ser acusado de enviar mensagens com conteúdo sexual para uma adolescente de 14 anos, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, ele se aproveitou do momento de vulnerabilidade da jovem, que passava por um quadro de depressão, para estabelecer contato e iniciar conversas íntimas.

A vítima relatou à mãe que o pastor, que liderava a igreja que ela frequentava, começou chamando-a de “bebezinha” e, com o tempo, passou a pedir que ela aplicasse “óleo ungido” no corpo, além de solicitar áudios com sua voz. Depois disso, os pedidos evoluíram para abordagens mais invasivas: ele tentou chamadas de vídeo, pediu que ela se deitasse na cama e perguntava a cor da calcinha que ela usava.

Diante do desconforto, a adolescente contou tudo à mãe, que procurou imediatamente a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e registrou a ocorrência. A investigação revelou que o pastor já tinha sido denunciado em 2022 por abuso contra uma criança de 10 anos, usando o mesmo tipo de abordagem: ganhando a confiança da vítima por meio da fé, e depois cruzando os limites com mensagens e insinuações sexuais.

Na terça-feira (15), a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, onde foram recolhidos celular, computador e tablet. Gilvan não estava no local, mas após denúncias anônimas, foi localizado em um apartamento no Jardim Ingá, em Luziânia. Ele se entregou após algumas horas de conversa com os agentes.

Agora preso preventivamente, Gilvan está à disposição da Justiça. A divulgação de sua imagem foi autorizada pela legislação vigente, com o objetivo de identificar outras possíveis vítimas, já que ele atuava como líder religioso em diferentes locais.

A Polícia Civil reforça que denúncias de abuso sexual podem ser feitas de forma anônima, pelo Disque 180 ou em qualquer delegacia especializada. Escutar crianças e adolescentes, levar a sério seus relatos e agir com rapidez podem evitar traumas ainda maiores.


Por : Genivaldo Coimbra
Foto: Divulgação/PCGO

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