Influenciador conservador de 31 anos foi morto a tiros enquanto discursava na Utah Valley University; FBI investiga crime como possível ataque político
O influenciador conservador Charlie Kirk, de 31 anos, foi morto a tiros na noite desta quarta-feira (10) durante um discurso na Utah Valley University, em Orem, nos Estados Unidos. O episódio, presenciado por mais de 3 mil pessoas, provocou comoção no cenário político americano e abriu uma nova frente de debate sobre a escalada da violência partidária no país.
O presidente Donald Trump classificou Kirk como “mártir da verdade” e responsabilizou a “retórica da esquerda radical” pelo crime. Em pronunciamento na plataforma Truth Social, o republicano afirmou estar “tomado pela dor e pela raiva” e disse que “esse tipo de discurso que demoniza conservadores inspira atos de terrorismo contra americanos patriotas”.
Reação política e luto nacional
Trump ordenou que as bandeiras dos prédios públicos fossem hasteadas a meio-mastro em homenagem ao aliado. Líderes democratas como Barack Obama, Joe Biden e Kamala Harris também condenaram o ataque e alertaram para os riscos da normalização da violência política.
“Charlie inspirou milhões de jovens a se engajar no debate público. Hoje, todos que o conheciam compartilham um choque profundo diante de sua morte”, disse Trump em vídeo.
Fundador da Turning Point USA
Kirk era fundador da Turning Point USA, organização conservadora criada em 2012 e considerada um dos pilares do movimento MAGA (Make America Great Again). Sua atuação aproximou jovens do Partido Republicano e o consolidou como uma das vozes mais influentes da direita americana.
“É impossível subestimar sua importância para a base republicana. Muitos jovens entraram na política por causa dele”, afirmou a jornalista Antonia Hitchens, da revista The New Yorker.
Dinâmica do crime e investigação
Testemunhas relataram que o disparo teria partido do telhado de um dos prédios da universidade. O atirador, descrito como um homem vestido de preto, não foi identificado até o momento.
O FBI e o Departamento de Segurança Pública de Utah coordenam as investigações. Duas pessoas chegaram a ser detidas logo após o ataque, mas foram liberadas por falta de provas. O campus da universidade permanecerá fechado até o fim de semana.
Repórteres presentes ao evento relataram falhas na segurança. “Ninguém revistou bolsas, não havia detectores de metal. A sensação era de total vulnerabilidade”, afirmou a jornalista Emma Pitts, do Deseret News.
O governador de Utah, Spencer Cox, definiu o episódio como “um assassinato político” e pediu união contra a cultura do ódio.
Por: Lucas Reis
Foto: Reprodução/X/@vidsthatgohard