Tragédia radiológica deixou mortes, contaminação e cicatrizes emocionais que persistem até hoje
Trinta e oito anos após o acidente com o Césio-137, Goiânia continua convivendo com os efeitos da tragédia radiológica que chocou o mundo em 1987. A cápsula radioativa retirada de um aparelho de radioterapia abandonado contaminou centenas de pessoas e resultou em quatro mortes confirmadas, incluindo a da menina Leide das Neves, símbolo da dor coletiva.
Mais de 600 pessoas foram diretamente afetadas, enquanto outras milhares precisaram ser monitoradas. Além das sequelas físicas, sobreviventes carregam traumas emocionais, como depressão, ansiedade e estigmatização social.
Neste ano, a Assembleia Legislativa de Goiás aprovou mudanças na lei da Junta Médica dos atingidos, ampliando a inclusão de especialidades, como a psiquiatria, para melhorar o acompanhamento. A tragédia segue como lembrança viva e reforça a necessidade de políticas públicas de prevenção e cuidado.
Por: Genivaldo Coimbra
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