Quarto suspeito de envolvimento na morte do ex-delegado Ruy Fontes é preso em São Paulo

Polícia aponta que imóvel do detido em Praia Grande foi usado pelo grupo antes da execução no litoral paulista

A investigação sobre a morte do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, teve um novo desdobramento neste domingo (21). William Silva Marques, apontado como o dono do imóvel em Praia Grande utilizado pelos criminosos antes da execução, se apresentou ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo, acompanhado de seu advogado. Ele já estava com a prisão decretada e permanece preso.

Segundo a Polícia, a casa de William foi um dos pontos de apoio do grupo responsável pelo assassinato. No local, outra suspeita, Dahesly Oliveira Pires, teria buscado o fuzil utilizado no crime. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos tanto na residência quanto em outros endereços ligados a ele, na tentativa de identificar quem alugou a propriedade.

Com a prisão de William, sobe para quatro o número de suspeitos detidos pela execução do ex-delegado. Ao todo, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) já identificou seis pessoas envolvidas no caso. Entre os presos, estão Flávio Henrique Ferreira de Souza e Felipe Avelino da Silva, conhecido como “Masquerano”, integrante do PCC.

Dahesly, que já havia sido detida, é acusada de transportar o fuzil de Praia Grande até Diadema, na Grande São Paulo. Outro suspeito, Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, é apontado como responsável por coordenar esse transporte. Já Luiz Henrique Santos Batista, apelidado de “Fofão”, foi preso em São Vicente, também no litoral.

O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que não descarta a participação de Fernando Gonçalves dos Santos, o “Azul” ou “Colorido”, apontado como líder do PCC na Baixada Santista. Ele havia deixado recentemente a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, e estaria atuando na região.

Ruy Ferraz Fontes, que comandou a Polícia Civil de São Paulo e ficou conhecido por combater o crime organizado, foi morto a tiros em Praia Grande. Sua morte gerou forte comoção e reforçou a necessidade de intensificar ações contra a facção que domina a criminalidade na Baixada Santista.


Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução/ Prefeitura de Praia Grande

 

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