Proposta relatada por Renan Calheiros segue para a Câmara e pode beneficiar milhões de brasileiros com ganho equivalente a um “14º salário”
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta quarta-feira (24) um pacote de alterações no Imposto de Renda, considerado um dos mais amplos dos últimos anos. A medida prevê isenção para trabalhadores que recebem até R$ 4.990 por mês e redução progressiva das alíquotas até a faixa de R$ 7.350.
O texto, de autoria do senador Eduardo Braga, foi relatado por Renan Calheiros (MDB-AL) e segue agora para a Câmara dos Deputados, sem necessidade de votação em plenário do Senado. Segundo o relator, a mudança deve alcançar cerca de 10 milhões de brasileiros, com impacto direto no orçamento familiar. Para ele, a iniciativa funcionará como um “14º salário” anual para as famílias de baixa renda.
Entre os pontos incluídos no projeto estão: a criação de uma alíquota adicional para quem recebe mais de R$ 600 mil por ano, tributação sobre dividendos, redução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e extinção da dedução dos juros sobre capital próprio.
Na Câmara, tramita em paralelo o PL 1087/2025, relatado por Arthur Lira (PP-AL), que também prevê isenção para salários de até R$ 5 mil, mas enfrenta entraves por causa do custo fiscal estimado em R$ 25 bilhões. A disputa entre Renan e Lira, ambos de Alagoas, tornou-se um dos pontos centrais da reforma tributária.
Renan Calheiros criticou a demora da Câmara e destacou que o impasse aumenta as “expectativas negativas” na economia.
Por: Redação
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil