Comerciantes relatam insegurança diante de notificações e remoções no local
A rotina dos vendedores de água de coco e de outros produtos no Parque Vaca Brava, em Goiânia, segue marcada por incertezas. Comerciantes relatam que continuam sendo notificados pela fiscalização da prefeitura, mesmo após pedidos de regularização. Quatro quiosques já foram removidos e os trabalhadores afirmam não ter recebido orientações claras sobre como permanecer no local.
A principal queixa é a falta de diálogo. Para muitos, a mudança ameaça não apenas os negócios, mas também a dinâmica do parque. “Se tirarem a gente daqui, sobra desemprego e prejuízo para todos. O parque vai perder quem cuida dele no dia a dia”, desabafou Sônia Santos, uma das vendedoras afetadas.
Outro ponto de insatisfação é a exigência de estruturas móveis, consideradas inviáveis pelos comerciantes. “Como desmontar e carregar um quiosque todos os dias? Muitos dependem desse trabalho como única fonte de renda”, afirmou Raimundo Nonato, que há cinco anos vende água de coco no local.
Em nota, a prefeitura de Goiânia reforçou que apenas equipamentos móveis e desmontáveis podem ser utilizados no parque. A gestão argumenta que os atuais quiosques não se enquadram na legislação vigente e que os ambulantes precisam se adequar, sob risco de autuação ou remoção. A determinação prevê ainda distância mínima de 200 metros entre cada vendedor, o que deve reduzir o número de trabalhadores no espaço.
Por: Lucas Reis
Foto: Reprodução/ Rádio Bandeirantes