O presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, reconheceu publicamente que o clube vive um momento delicado fora de campo. Em entrevista recente, o dirigente afirmou que a equipe enfrenta sérios problemas financeiros e que o sonho do acesso na temporada atual ficou em segundo plano diante da realidade orçamentária.
Segundo Bravo, a queda na arrecadação e o baixo número de sócios-torcedores têm dificultado a manutenção das contas. “Hoje, não temos nem cinco mil sócios ativos, e isso compromete o planejamento. A torcida precisa entender que o clube depende desse apoio”, destacou o presidente.
Os desafios vão além da adesão da torcida. A renda com bilheteria também ficou abaixo do esperado, o que obrigou a diretoria a revisar metas e cortar gastos. Bravo admitiu que, caso necessário, o Vila Nova poderá vender jogadores para equilibrar as finanças e evitar atrasos salariais.
Com a janela de transferências limitada e o orçamento apertado, a prioridade do clube agora é encerrar o ano de forma estável, sem comprometer a estrutura ou o elenco para 2026. “Nosso foco é garantir sustentabilidade. Queremos um Vila forte, mas dentro das nossas possibilidades”, completou Bravo.
A declaração do presidente foi recebida com preocupação por parte da torcida, que teme nova crise administrativa. Ainda assim, há confiança de que o clube possa se reorganizar e voltar a sonhar alto nas próximas temporadas.
Por: Bruno José
Foto: Roberto Corrêa VNFC