Operação Pagamento Imediato mira possíveis desvios em contrato de R$ 12 milhões e cumpre mandados em quatro estados
A Polícia Civil de Goiás desencadeou nesta terça-feira (18) a Operação Pagamento Imediato, após surgirem indícios de que um contrato firmado pela Secretaria de Saúde de Goiânia, em 2024, poderia ter sido alvo de irregularidades graves. A investigação é conduzida pela Dercap e busca esclarecer como uma empresa de Palmas/TO recebeu recursos públicos sem comprovar a execução dos serviços contratados.
O caso começou a chamar atenção depois que um relatório técnico da Secretaria de Estado da Saúde levantou dúvidas sobre a escolha da empresa e sobre o cumprimento das etapas previstas no acordo. Os investigadores descobriram que o valor total do contrato — cerca de R$ 12 milhões — foi pago em tempo muito menor do que o prazo estabelecido, sem a documentação necessária que mostrasse a realização do trabalho.
Além disso, parte do dinheiro teria sido liberada antes mesmo de o contrato ser oficialmente firmado, o que reforça a suspeita de direcionamento e mau uso de verbas públicas. Para aprofundar a apuração, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Goiás, Tocantins, São Paulo e Distrito Federal.
As medidas adotadas também incluem o bloqueio de bens, a quebra de sigilos bancários e fiscais e a suspensão de atividades econômicas de pessoas investigadas, garantindo que valores eventualmente desviados — até o limite de R$ 12 milhões — possam ser recuperados para os cofres públicos.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Divulgação/PCGO