Ação conjunta da PCGO e PMGO cumpre 20 mandados, prende nove suspeitos e apreende armas usadas em ataque contra torcedores rivais na capital
A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Grupo Especial de Proteção ao Torcedor (Geprot), iniciou na manhã desta quinta-feira (4) a Operação Última Rodada, após troca de informações com o Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (Bepe), da Polícia Militar. A ofensiva teve como objetivo desarticular um grupo associado à torcida organizada Força Jovem – Zona Central e Zona Norte, apontado como responsável por ataques planejados contra torcedores adversários na região metropolitana.
Ao todo, foram cumpridos 20 mandados judiciais, sendo 10 de prisão e 10 de busca e apreensão, em Goiânia e Aparecida de Goiânia. A investigação identificou que a organização criminosa também mantém ligação com facções de atuação nacional.
O levantamento policial revelou que o grupo realizou uma emboscada violenta no dia 1º de outubro de 2025, no Conjunto Residencial São Geraldo, em Goiânia. Cinco integrantes da torcida Esquadrão Vilanovense retornavam de uma partida de futebol amador quando foram surpreendidos por agressores distribuídos em três carros e motocicletas. As vítimas foram atacadas com barras de ferro, porretes e outras armas brancas.
Durante o ataque, uma das vítimas sofreu lesões graves na cabeça, perdeu a consciência e precisou ser levada a atendimento médico, onde foi diagnosticado traumatismo craniano. As demais também ficaram feridas e tiveram roupas e objetos pessoais roubados.
No decorrer da operação desta quinta-feira, nove investigados foram presos, entre eles supostos articuladores e financiadores do ataque. Armas brancas, celulares, veículos usados na ação e itens relacionados à torcida organizada foram apreendidos. Dois participantes da emboscada já haviam sido detidos em flagrante logo após o crime.
A divulgação das imagens e da identificação dos presos segue as disposições da Lei nº 13.869/2019 e da Portaria nº 547/2021/DGPC, com autorização fundamentada da autoridade policial, devido à possibilidade de reconhecimento por novas vítimas.
Por: Lucas Reis
Foto: Divulgação/PCGO