Profissionais denunciam falta de insumos e sobrecarga de trabalho; prefeitura contesta atrasos e cita investimentos
Médicos credenciados da rede pública municipal de Goiânia cruzaram os braços nesta terça-feira (13), em uma paralisação motivada por denúncias de insegurança, infraestrutura precária e desvalorização profissional. O movimento foi convocado pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego).
A presidente do SindSaúde, Luzineia Vieira, afirma que a mobilização reúne também outros profissionais da saúde credenciados, que reivindicam o pagamento de salários supostamente atrasados desde novembro, além de melhorias urgentes nas condições de trabalho. Entre os problemas citados estão a falta de medicamentos, escassez de insumos básicos e equipamentos de raio-X obsoletos.
A sindicalista também critica o fechamento de unidades de saúde sem diálogo com os trabalhadores e alerta para o impacto da sobrecarga sobre os profissionais. Segundo ela, a precarização tem causado adoecimento da categoria e reforça a necessidade de concurso público para recompor as equipes.
A Secretaria Municipal de Saúde rebateu as críticas e informou que não há atrasos nos pagamentos, que seguem o prazo previsto em edital. A pasta destacou ainda investimentos em manutenção de unidades, aquisição de medicamentos e troca da empresa responsável pela higienização, além de afirmar que os serviços de urgência e emergência seguem funcionando normalmente.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Fábio Lima/ O Popular