Número é citado pela primeira vez por oficial ligado ao governo; Teerã não confirma balanço oficial das vítimas
Um oficial iraniano afirmou que aproximadamente 2 mil pessoas morreram durante a onda de protestos que atinge o Irã há três semanas. A declaração, feita à agência Reuters, marca a primeira vez que uma autoridade ligada ao governo reconhece um número tão elevado de mortes relacionadas às manifestações.
Segundo o oficial, os assassinatos teriam sido cometidos por “terroristas”, tanto contra manifestantes quanto contra agentes de segurança. Até então, as estimativas vinham sendo divulgadas por organizações independentes, como a Organização de Direitos Humanos dos EUA no Irã (HRANA), que contabilizava ao menos 544 mortos e mais de 10,6 mil pessoas presas.
Os protestos são impulsionados por uma grave crise econômica, com aumento expressivo do custo de vida, e representam o maior desafio interno ao regime iraniano em décadas. O movimento ocorre em meio a um cenário de forte pressão internacional após ataques israelenses e americanos registrados no ano passado.
Apesar das declarações do oficial, o governo iraniano não confirmou um balanço oficial. O chanceler Abbas Araqchi afirmou que a situação está “sob controle total”, enquanto o líder supremo, Ali Khamenei, disse que o país não busca a guerra, mas está preparado para enfrentar qualquer escalada do conflito.
Por: Redação
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