Caso na Praia Brava mobilizou moradores e levou à identificação de adolescentes suspeitos
A violência contra um cão comunitário deixa moradores da Praia Brava revoltados, em Florianópolis. Conhecido como Orelha, o animal foi brutalmente espancado no início do ano e, devido à gravidade dos ferimentos, não resistiu, sendo submetido à eutanásia após atendimento veterinário.
O caso ganhou repercussão e passou a ser investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina, que conseguiu identificar ao menos quatro adolescentes suspeitos de participação no crime. A identificação ocorreu por meio da análise de câmeras de segurança e relatos da comunidade local.
A indignação se transformou em mobilização popular. No último sábado (17), moradores da região realizaram um protesto cobrando justiça e medidas mais rigorosas contra crimes de maus-tratos a animais.
A delegada Mardjoli Valcareggi, responsável pela investigação, negou qualquer envolvimento de policial civil no caso e afirmou que o procedimento segue para a fase final.
“As pessoas que, em tese, estão envolvidas já foram identificadas. Nós estamos agora na fase de oitivas para a gente conseguir finalizar o quanto antes esse procedimento”, disse a delegada.
Ela também destacou os desafios enfrentados em investigações desse tipo, que dependem diretamente da colaboração da população.
“A nossa investigação envolvendo animais é bastante desafiadora, porque a nossa vítima não fala, muitas vezes não fica parada no mesmo lugar. Então nós precisamos desse comprometimento da população. Se houver qualquer informação, que repasse à Polícia Civil”, disse a delegada.
Dados oficiais apontam que Santa Catarina registrou mais de 5,6 mil casos de agressões contra animais no último ano. Informações sobre o caso podem ser repassadas à Polícia Civil pelo WhatsApp (48) 98844-1396.
Por: Lucas Reis
Foto: Reprodução/Redes sociais