Revisão atinge cadastros antigos e pode cortar pagamentos de quem não comprovar que ainda cumpre as regras
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) intensificou o chamado pente-fino nos benefícios previdenciários e assistenciais em 2026. A nova fase da revisão é considerada mais rígida e tem como foco principal pagamentos que estão há anos sem atualização ou conferência detalhada por parte do órgão.
A medida tem como objetivo identificar irregularidades, evitar fraudes e interromper repasses indevidos, garantindo que os recursos públicos sejam destinados apenas a quem realmente mantém o direito ao benefício. Com isso, milhares de segurados podem ser convocados para apresentar documentos e atualizar informações cadastrais.
Na prática, corre o risco de perder o benefício quem for chamado pelo INSS e não comparecer, quem deixar de entregar a documentação exigida dentro do prazo ou quem apresentar dados inconsistentes no cadastro. Em muitos casos, o órgão adota inicialmente o bloqueio ou a suspensão do pagamento até que a situação seja regularizada.
A revisão tem atingido principalmente benefícios ligados à incapacidade, como auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. Também estão no radar os benefícios assistenciais, com destaque para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), sobretudo quando há pendências ou falta de atualização no Cadastro Único (CadÚnico).
Além disso, o INSS também verifica possíveis acúmulos irregulares de benefícios, divergências em dados pessoais como CPF, além de indícios de renda familiar acima do limite permitido para programas sociais. Mesmo segurados que têm direito podem sofrer cortes temporários caso não atendam às exigências no prazo estabelecido.
Quem pode ter o benefício suspenso
O bloqueio costuma ocorrer quando o segurado ignora convocações oficiais ou não consegue comprovar que ainda atende aos critérios exigidos. Entre os principais motivos estão a ausência de documentos atualizados, falta de exames recentes nos benefícios por incapacidade, CadÚnico desatualizado no caso do BPC e inconsistências na composição familiar ou na renda declarada.
Por: Tatiane Braz
Foto: Arquivo Agência Brasil