Polícia Civil e corregedoria da Brigada Militar intensificam apuração em caso que intriga a Região Metropolitana de Porto Alegre
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu temporariamente nesta terça-feira (10/2) um policial militar sob a suspeita de participação no desaparecimento de três membros de uma mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A ação integra as investigações sobre o sumiço de Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, que estão desaparecidos desde o final de janeiro.
Segundo a Brigada Militar, a prisão temporária foi executada pela Polícia Civil em conjunto com a Corregedoria-Geral da Brigada Militar — órgão responsável por apurar condutas de servidores da corporação — que passou a colaborar oficialmente com as investigações após o surgimento de indícios que apontam para um possível envolvimento do policial militar no caso.
De acordo com as informações divulgadas, o PM detido é ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar e teria sido localizado em sua residência no bairro Anair, em Cachoeirinha, no início da manhã de terça-feira. Ainda conforme a apuração, ele será afastado das funções policiais enquanto a investigação prossegue, conforme previsto pela legislação que rege a corporação.
A investigação foi iniciada após a família ser dada como desaparecida desde 24 de janeiro, quando Silvana deixou uma mensagem em seu perfil no Instagram dizendo que havia sofrido um acidente de carro a caminho de Gramado, na Serra Gaúcha, mas sem registros confirmados do ocorrido. Desde então, a Polícia Civil e equipes especializadas intensificaram diligências na região em busca de pistas que esclareçam o que realmente aconteceu com os três familiares.
As diligências incluem a análise de materiais apreendidos, perícias em aparelhos e objetos relacionados ao caso, além de depoimentos colhidos por investigadores. A polícia, no entanto, ainda não divulgou oficialmente detalhes sobre provas materiais que liguem diretamente o policial detido ao desaparecimento, nem o teor do suposto envolvimento que está sendo investigado.
A participação da Corregedoria ocorreu após a corporação receber relatos que indicaram possíveis condutas irregulares ligadas ao policial. A atuação do órgão interno na investigação demonstra que, além da apuração do desaparecimento, há uma avaliação paralela sobre eventuais infrações disciplinares do servidor detido.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas prisões ou diligências podem ocorrer nas próximas semanas, conforme a apuração avance e elementos adicionais sejam levantados pelas equipes responsáveis pelo caso.
Por: Genivaldo Coimbra