Ferramenta de inteligência artificial acelera resposta policial e reduz chances de fuga
A tecnologia tem se tornado uma aliada cada vez mais decisiva no combate à criminalidade em Goiás. Em mais um exemplo dessa mudança, um suspeito de roubo foi preso poucas horas após cometer o crime no setor Aeroporto Sul, em Aparecida de Goiânia, graças ao uso do programa IA Contra o Crime.
Segundo a Polícia Militar, a vítima relatou que dois homens em uma motocicleta vermelha se aproximaram, anunciaram o assalto e levaram o celular, além de exigirem a senha de desbloqueio. As informações repassadas, aliadas às imagens de câmeras da região, permitiram a identificação do veículo envolvido.
“A partir das informações, somadas às imagens coletadas no local, o sistema identificou o veículo utilizado na ação criminosa”, explica o comandante de policiamento da capital, coronel Pedro Henrique Alves Batista.
Mesmo tentando enganar o sistema, os suspeitos não conseguiram escapar. Durante a fuga, eles alteraram a placa da motocicleta com fita adesiva e chegaram a cobri-la ao passar por radares.
“Os criminosos ainda tentaram escapar do sistema de inteligência. Durante o deslocamento, eles chegaram a adulterar a placa com fita adesiva e cobri-la ao passar por radares, em uma tentativa de enganar o sistema de monitoramento”, explica.
Com o rastreamento contínuo, equipes da Rotam realizaram a abordagem ainda no mesmo dia, evitando que os suspeitos continuassem cometendo crimes. Para o comandante, o uso da inteligência artificial tem mudado a lógica do enfrentamento à criminalidade.
“Hoje, não basta trocar número ou tampar placa. A inteligência artificial amplia nossa capacidade de resposta e reduz drasticamente as chances de fuga. Esse tipo de ferramenta representa um novo patamar na segurança pública, com ações mais rápidas, precisas e efetivas para proteger a população”, destaca o coronel Pedro Henrique.
Outro episódio recente, registrado em Goiânia, reforça essa eficiência. Um homem suspeito de furtar supermercados foi identificado após monitoramento do veículo usado nos crimes, mesmo com adulteração da placa. Ele confessou os furtos e foi encaminhado à delegacia.
“Essas ocorrências mostram que a tentativa de burlar o sistema não impede a atuação da polícia. A tecnologia amplia nossa capacidade de resposta. Hoje, não dependemos apenas do número da placa para localizar o indivíduo, outros fatores entram na análise e reduzem significativamente a margem de erro”, ressalta o coronel Batista.
Por: Redação