Foto: Reprodução/TV Globo

Noite de contrastes no Anhembi: força afro emociona, mas buracos preocupam escolas

Segunda noite do Especial de São Paulo teve homenagens marcantes e falhas que podem custar caro

A segunda noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo, no sábado (14), foi marcada por emoção, identidade cultural e também por dificuldades técnicas que deixaram muitas escolas apreensivas. Entre enredos afro potentes e falhas de evolução, o público acompanhou apresentações intensas no Sambódromo do Anhembi.

Quem abriu os trabalhos foi o Império de Casa Verde, com o enredo “Império dos Balangandãs: Joias Negras Afro-Brasileiras”. A escola fez um desfile seguro e competitivo, mesmo enfrentando um momento delicado quando uma integrante da Ala das Baianas passou mal e precisou ser socorrida, em uma cena de solidariedade que envolveu equipe médica e espectadores.

A Águia de Ouro coloriu a avenida com girassóis ao homenagear Amsterdã, mas os problemas de evolução chamaram mais atenção que o visual. Buracos ao longo do cortejo podem pesar negativamente na pontuação final.

Na sequência, a Mocidade Alegre emocionou ao reverenciar Léa Garcia. O imponente carro de Iemanjá foi um dos grandes momentos da noite. Ainda assim, a escola não escapou de falhas de evolução que impediram um desfile completamente redondo.

A Gaviões da Fiel levou à pista um discurso forte sobre os povos indígenas e a preservação ambiental. Fiel à sua identidade, a escola evitou a cor verde e explicou a escolha dentro da própria narrativa do desfile, por meio de um transe xamânico apresentado pela comissão de frente.

A Estrela do Terceiro Milênio homenageou Paulo César Pinheiro em um desfile equilibrado, sem grandes intercorrências, mantendo viva a esperança de figurar entre as campeãs.

Já a Tom Maior, de volta à elite, precisou superar uma falha elétrica que deixou um carro alegórico apagado durante parte do trajeto, corrigida apenas nos módulos finais de julgamento.

Fechando a noite, o Camisa Verde e Branco enfrentou o momento mais crítico. Com o enredo “Abre Caminhos”, a escola viu o último carro travar na pista após bater na grade lateral, abrindo um grande espaço no desfile. Para piorar, o tempo estourado resultou em punição direta na apuração, deixando a agremiação em situação delicada.


Por: Lucas Reis

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