Governo federal já liberou R$ 11,3 milhões para municípios da Zona da Mata atingidos por chuvas e deslizamentos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (28), durante visita a Ubá, na Zona da Mata mineira, que o governo federal vai garantir a recuperação dos prejuízos materiais causados pelas fortes chuvas que atingiram a região.
Ao lado de autoridades locais, Lula reforçou que a prioridade agora é levantar todos os danos estruturais para que os recursos sejam aplicados de forma rápida e eficaz. “Aquilo que for material, que a cidade teve prejuízo — seja na educação, na saúde ou nas casas — nós vamos garantir que as pessoas vão ter de volta”, declarou.
Cidades em calamidade
Além de Ubá, também estão em situação de calamidade pública os municípios de Juiz de Fora e Matias Barbosa. Já Divinésia e Senador Firmino decretaram estado de emergência.
Durante a agenda oficial, o presidente se reuniu com a prefeita Margarida Salomão, o prefeito José Damato e o prefeito Maurício dos Reis para discutir medidas emergenciais e ações de reconstrução.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o número de mortes provocadas por enchentes e deslizamentos em Minas Gerais chegou a 70 — sendo 64 em Juiz de Fora e seis em Ubá. Três pessoas seguem desaparecidas.
Recursos e apoio social
Até o momento, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional aprovou R$ 11,3 milhões para socorrer as cidades mais afetadas. O valor será destinado tanto à assistência humanitária quanto ao restabelecimento de serviços essenciais, conforme os planos apresentados pelas prefeituras.
O ministro Wellington Dias também esteve na região e afirmou que equipes do Sistema Único de Assistência Social atuam nos municípios atingidos, inclusive nos menores, prestando apoio direto às famílias e auxiliando na elaboração dos projetos de reconstrução.
Lula ressaltou que, embora vidas não possam ser recuperadas, o compromisso do governo é garantir que as cidades consigam se reerguer com apoio federal contínuo — da fase emergencial até a reconstrução definitiva.
Por: Genivaldo Coimbra