Manifestação “Acorda Brasil” contou com presença de lideranças políticas e críticas ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal
Manifestantes se reuniram neste domingo (1º) na Avenida Paulista, em São Paulo, para um ato político com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministros do Supremo Tribunal Federal. O protesto, intitulado “Acorda Brasil”, teve início às 14h e foi encerrado por volta das 17h.
Segundo levantamento do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap em parceria com a ONG More in Common, o público foi estimado em 20,4 mil pessoas. Considerando a margem de erro de 12%, o número de participantes no horário de pico, às 15h53, variou entre 18 mil e 22,9 mil manifestantes. A contagem foi feita a partir de imagens aéreas analisadas com auxílio de inteligência artificial.
O evento reuniu diversas lideranças políticas, entre elas o senador Flávio Bolsonaro, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, os deputados federais Nikolas Ferreira e Guilherme Derrite, além dos governadores Romeu Zema (Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (Goiás). O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também marcou presença.
Durante os discursos, parlamentares e governadores criticaram decisões do Supremo Tribunal Federal, o governo federal e defenderam anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. O governador Tarcísio de Freitas não participou do ato por cumprir agenda oficial na Alemanha. Michelle Bolsonaro também esteve ausente.
O deputado Eduardo Bolsonaro participou por meio de uma videochamada exibida nos telões do evento. Em sua fala, declarou: “Vocês estão representando quem queria muito estar na Paulista, como pessoas presas, igual meu pai, e pessoas exiladas. Nós preferimos as lágrimas, a derrota, do que a vergonha de não ter lutado”.
Já o deputado Guilherme Derrite discursou sobre endurecimento penal e afirmou: “Chega de bandido votar”.
O deputado Nikolas Ferreira fez críticas diretas ao governo federal e ao ministro Alexandre de Moraes. “Estamos aqui por ‘Fora, Lula’. Este cara está no poder por três mandatos, continua prometendo segurança para este país, e entrega hoje 60 milhões de brasileiros que estão abaixo das regras do crime organizado. E essa é a consequência para o nosso país. Um presidente que gasta R$ 85 milhões do seu dinheiro de imposto para bancar desfile de carnaval, bilhões de reais para colocar no bolso de artistas da Lei Rouanet”, afirmou.
Em outro momento, completou: “Quem devia estar na cadeia não chama Bolsonaro, não. Quem devia estar na cadeia é Luiz Inácio Lula da Silva, o maior corrupto que já pisou aqui neste país. Achou que colocar Bolsonaro na cadeia ia nos parar”.
Flávio Bolsonaro também discursou e falou sobre o que considera perseguição política e censura. “Censuraram nossas redes sociais, mandaram a Polícia Federal na casa de pessoas inocentes, botaram tornozeleira eletrônica em pessoas humildes, trabalhadoras. Prenderam pessoas que nunca cometeram crimes, obrigaram os brasileiros a terem que sair da própria pátria para escapar de perseguição. Nós, o povo, estamos aqui e não vamos desistir do nosso Brasil”.
O senador defendeu ainda o impeachment de ministros do Supremo. “Todos nós somos favoráveis ao impeachment de qualquer ministro do Supremo que descumpra a lei e isso só não acontece hoje porque ainda não temos maioria no Senado Federal”, disse.
Flávio também afirmou que a presença de pré-candidatos à Presidência não caracteriza disputa eleitoral. “Isso aqui prova que não é ato eleitoral, tem aqui dois pré-candidatos juntos, não estamos disputando voto, estamos pensando o que é melhor para nosso país”.
Durante a manifestação, foram vistas faixas com frases como “Fora Lula”, “Fora Moraes” e “Fora Lula, Buzine”, além de bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel.
Por: Redação