Instituições têm até quarta-feira (4) para se inscrever; investimento previsto é de R$ 108 milhões e pode beneficiar 514 cursinhos
O Ministério da Educação (MEC) prorrogou o prazo de inscrição para a edição 2026 da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP). As instituições interessadas agora têm até a próxima quarta-feira (4) para formalizar a adesão por meio do sistema oficial do programa.
A rede oferece apoio técnico e financeiro a cursinhos pré-vestibulares comunitários que atuam na preparação de estudantes em situação de vulnerabilidade social para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), principal porta de acesso ao ensino superior público.
O cadastro deve ser realizado com login Gov.br, mediante preenchimento de dados institucionais, informações sobre equipe pedagógica, número de alunos atendidos e atividades desenvolvidas. O MEC disponibilizou manual com orientações detalhadas para auxiliar as entidades no processo.
Ampliação do alcance
Para 2026, o orçamento previsto é de R$ 108 milhões. Ao todo, 514 cursinhos devem ser contemplados — sendo 384 já integrantes da rede e 130 novas unidades a serem selecionadas.
Cada projeto poderá receber até R$ 208 mil. O valor cobre despesas com educadores, coordenação, equipe técnico-pedagógica, aquisição de materiais e apoio administrativo.
Além disso, o programa prevê auxílio permanência de R$ 200 mensais por estudante, pelo período de até oito meses, atendendo de 20 a 40 alunos por unidade.
Critérios e público prioritário
Segundo o edital, podem participar cursinhos formalizados ou informais (desde que vinculados a instituição operadora), além de iniciativas de extensão e redes comunitárias.
O atendimento deve priorizar estudantes de escolas públicas, negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e jovens com renda familiar per capita de até um salário mínimo.
Em 2025, a rede alcançou mais de 12 mil estudantes em todas as regiões do país. Dados do MEC indicam que 92,4% dos bolsistas participaram da última edição do Enem, índice considerado expressivo pela pasta.
Por: Juliana Braz