Jovem de 19 anos também é investigado por induzir adolescentes à automutilação e ao suicídio em ambientes virtuais
Um homem de 19 anos foi preso nesta segunda-feira (2), em Fortaleza, suspeito de matar e maltratar mais de 100 animais durante transmissões ao vivo em uma plataforma digital. A investigação foi conduzida pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), vinculado à Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
De acordo com as autoridades, o jovem realizava as agressões, em grande parte, durante a madrugada. As cenas eram exibidas em tempo real para usuários da internet, em um ambiente virtual que está sob análise das forças de segurança.
Monitoramento digital levou à identificação
A apuração começou após monitoramento de redes sociais e servidores suspeitos. Os agentes conseguiram identificar o ambiente digital onde as transmissões eram hospedadas e, a partir da análise técnica dos dados, chegaram ao investigado, apontado como responsável por divulgar o conteúdo com cenas de maus-tratos.
A prisão temporária foi cumprida com apoio da Polícia Civil do Estado do Ceará, por meio da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, no bairro Pedras. Celulares e um notebook foram apreendidos e passarão por perícia.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Artur Dian, além dos crimes contra animais, o suspeito também teria atuado na instigação à automutilação e no induzimento ao suicídio de adolescentes em ambientes virtuais.
Investigação continua
A Polícia Civil segue investigando a possível participação de outros envolvidos e a extensão das práticas criminosas. O caso gerou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre crimes digitais e a responsabilidade de plataformas na moderação de conteúdo.
Especialistas em proteção animal destacam que a legislação brasileira prevê pena de reclusão para maus-tratos com resultado morte, especialmente quando praticados com crueldade.
O suspeito permanece à disposição da Justiça enquanto o inquérito avança.
Por: Genivaldo Coimbra