Polícia afirma que sorteios divulgados nas redes sociais prometiam carros e dinheiro, mas não tinham autorização e podem ter envolvido esquema para ocultar valores
A promessa de prêmios atrativos nas redes sociais acabou levando à prisão de um influenciador digital em Porangatu, no norte de Goiás. O homem foi detido na quarta-feira (4) suspeito de promover rifas ilegais pela internet e arrecadar mais de R$ 600 mil com os sorteios.
De acordo com a Polícia Civil, o investigado utilizava suas plataformas digitais para divulgar campanhas de sorteio que ofereciam veículos e quantias em dinheiro como recompensa para os participantes.
No entanto, segundo as autoridades, essas rifas não possuíam autorização legal para serem realizadas, o que caracteriza prática de jogo de azar.
As investigações indicam que o próprio influenciador seria responsável por praticamente todas as etapas do processo: divulgação das rifas, organização dos sorteios e administração dos valores arrecadados.
O delegado Hermison Pereira explicou que o suspeito já era investigado anteriormente por práticas semelhantes. Mesmo com o inquérito em andamento e já encaminhado ao Judiciário, ele teria continuado a promover as rifas nas redes sociais.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a movimentação financeira relacionada ao caso. A polícia apura a participação de terceiros que teriam sido utilizados para receber e repassar o dinheiro arrecadado com os sorteios.
Essa estratégia, segundo a investigação, pode ter sido utilizada como tentativa de esconder a origem ou o destino dos valores obtidos.
Além disso, há indícios de que os veículos anunciados como prêmios nas rifas teriam sido escondidos pelo investigado.
Em entrevista, o delegado responsável pela investigação destacou o papel central do suspeito na organização da atividade.
“Ele seria o divulgador, organizador, pelo menos dessa promoção aí do Mega Prêmios, se não tiver outras, se ela não for um pedacinho só de uma outra organização”, disse.
Com base nas informações reunidas até o momento, a Polícia Civil avalia que o caso pode envolver diferentes crimes, entre eles exploração de rifa ilegal, infrações contra o consumidor por possíveis informações enganosas, crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro.
Diante da continuidade da atividade mesmo após investigações anteriores, a polícia solicitou à Justiça que a prisão em flagrante fosse convertida em prisão preventiva. O pedido foi aceito, e o suspeito permanecerá detido enquanto as apurações continuam.
Por: Genivaldo Coimbra