Clássico que decidiu o título estadual terminou em confusão generalizada entre jogadores das duas equipes
A decisão do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Atlético Mineiro terminou marcada por uma grande confusão dentro de campo. Após a vitória celeste por 1 a 0, no domingo (8), o árbitro Matheus Candançan registrou na súmula da partida um total de 23 expulsões e 32 cartões distribuídos durante o clássico disputado no Mineirão.
O confronto garantiu o título estadual ao Cruzeiro com gol do atacante Kaio Jorge, mas a reta final da partida foi tomada por uma briga generalizada envolvendo jogadores titulares e reservas das duas equipes.
Briga começou após dividida entre Everson e Christian
Segundo o relato da arbitragem, a confusão começou após uma disputa de bola entre o goleiro Everson, do Atlético, e o meio-campista Christian, do Cruzeiro. O choque gerou irritação entre os atletas e rapidamente provocou a reação de outros jogadores.
A partir daí, a discussão evoluiu para agressões físicas dentro de campo, com socos, chutes e empurrões envolvendo vários atletas.
Durante o tumulto, diversos jogadores correram em direção à área do Atlético, onde parte da briga continuou dentro do próprio gol da equipe alvinegra.
Arbitragem relata agressões na súmula
Na súmula oficial da partida, o árbitro relatou que 21 das expulsões ocorreram durante a briga generalizada após o término do jogo, destacando que muitos atletas trocaram socos e pontapés durante o tumulto.
O documento também explica que, devido à intensidade da confusão, não foi possível apresentar o cartão vermelho individualmente para todos os envolvidos no momento da briga.
As duas justificativas diferentes registradas na súmula foram justamente para Everson e Christian, envolvidos diretamente no lance que iniciou o confronto físico entre os jogadores.
Jogadores lamentam cenas de violência
Após o clássico, alguns atletas comentaram a confusão. O zagueiro Fabrício Bruno e o atacante Hulk lamentaram as cenas de agressão e reconheceram que o episódio manchou a final do campeonato.
Agora, o caso deve ser analisado pelo tribunal desportivo da federação estadual, que poderá aplicar punições e suspensões aos jogadores envolvidos na briga.
Pôr: Bruno José