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Delegado da PF e ex-secretário são presos no Rio por suspeita de ligação com tráfico internacional

Investigação aponta pagamento de propina para interferir em processo de extradição de traficante estrangeiro preso no Brasil

Uma operação da Polícia Federal resultou na prisão de um delegado da corporação e de um ex-secretário estadual nesta segunda-feira (9), no Rio de Janeiro. Os dois são investigados por suspeita de participação em um esquema de corrupção ligado ao favorecimento de interesses de traficantes internacionais.

De acordo com as investigações, os suspeitos teriam recebido propina para tentar interferir no processo de extradição do traficante holandês Gerel Lusiano Palm, de 38 anos. Ele foi preso em 2021 no Brasil por crimes como tentativa de homicídio, porte ilegal de arma e tráfico de drogas.

Segundo a apuração da PF, o esquema envolveria ainda pagamentos feitos pelo traficante Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como “Índio do Lixão”. O objetivo seria evitar que Gerel fosse extraditado para responder por crimes fora do país.

Operação mira organização criminosa

A ação faz parte da Operação Anomalia, que cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal e também incluem o afastamento de servidores de suas funções públicas.

As investigações indicam que os envolvidos teriam estruturado uma associação criminosa voltada para crimes contra a administração pública e para o favorecimento de interesses ligados ao tráfico de drogas.

Entre os alvos da investigação está também o ex-secretário de governo Alessandro Pitombeira Carracena, que teria atuado como intermediário no esquema, facilitando contatos e pagamentos indevidos ao delegado investigado.

Investigação integra força-tarefa

A operação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, criada para intensificar ações de inteligência e repressão contra organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro.

A iniciativa busca principalmente desarticular conexões entre grupos criminosos e agentes públicos, além de combater a infiltração do crime organizado em estruturas do poder público.

As investigações seguem em andamento e novos desdobramentos não estão descartados pelas autoridades.


Por: Lucas Reis

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