Auditoria do Tribunal de Contas identifica irregularidades em reajuste feito no contrato com a empresa Quebec Ambiental
O Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO) identificou um possível superfaturamento superior a R$ 9 milhões em um contrato de limpeza urbana firmado entre a Prefeitura de Anápolis e a empresa Quebec Ambiental durante a gestão do ex-prefeito Roberto Naves.
A análise foi concluída no início de março e publicada no Diário Oficial de Contas nesta terça-feira (10). O documento aponta que o contrato, firmado em 2020, sofreu um realinhamento de preços entre junho de 2021 e dezembro de 2022, elevando o valor total para R$ 39.949.962,55.
Segundo a auditoria do tribunal, o reajuste foi considerado irregular, gerando um superfaturamento estimado em R$ 9.070.145,50. O contrato segue em vigor de forma emergencial até maio de 2026, após termo aditivo firmado em 2025.
A Corte de Contas indicou inicialmente três responsáveis pelo caso: o vereador Wederson Lopes, que à época era secretário municipal de Obras, Meio Ambiente e Serviços Urbanos; a então fiscal do contrato Yasmini Gama; além da própria empresa Quebec Ambiental.
Com a decisão do tribunal, caberá à atual gestão municipal adotar medidas para corrigir os valores. O prefeito Márcio Corrêa e o secretário de Obras, Habitação, Planejamento e Meio Ambiente, Thiago de Sá, deverão promover a supressão do montante considerado irregular.
Em nota, a Prefeitura informou que já está cumprindo a determinação do TCM-GO. Segundo a administração municipal, cerca de R$ 700 mil deixarão de ser pagos à empresa neste mês, por meio de descontos mensais até que o valor total seja ajustado.
A gestão da Quebec Ambiental à frente da coleta de lixo na cidade também já foi alvo de críticas da população. Nos últimos anos, moradores relataram falhas no serviço e acúmulo de resíduos em diversos bairros de Anápolis.
Procurada, a empresa Quebec Ambiental não respondeu aos questionamentos até o fechamento da reportagem.
Por: Juliana Braz