Levantamento mostra crescimento do senador e redução gradual da vantagem do presidente em cenário de segundo turno
Uma nova pesquisa divulgada nesta quarta-feira (11) pelo instituto Quaest indica que a disputa política entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro está cada vez mais equilibrada.
Pela primeira vez desde o início da série histórica do levantamento, os dois aparecem empatados numericamente com 41% das intenções de voto em um eventual segundo turno presidencial.
O dado chama atenção porque, poucos meses atrás, o cenário era bastante diferente. Em dezembro, Lula liderava com dez pontos de vantagem sobre o senador. Essa diferença foi diminuindo progressivamente: caiu para sete pontos em janeiro, depois para cinco em fevereiro, até chegar ao empate atual.
No levantamento anterior, Lula tinha 43% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro.
Como ficou o cenário da pesquisa
De acordo com os dados divulgados, o cenário estimulado apresenta a seguinte divisão:
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Lula: 41%
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Flávio Bolsonaro: 41%
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Indecisos: 2%
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Branco, nulo ou não pretendem votar: 16%
O estudo foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 entrevistados com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março.
A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Eleitores independentes podem definir disputa
Outro dado relevante apontado pela pesquisa envolve o comportamento dos chamados eleitores independentes, que representam cerca de 32% do eleitorado.
Entre esse grupo, Flávio Bolsonaro aparece pela primeira vez numericamente à frente, com 32% das intenções de voto, enquanto Lula registra 27%.
Ao mesmo tempo, 36% desses eleitores afirmam que preferem não votar em nenhum dos dois candidatos nesse cenário hipotético.
Especialistas costumam considerar esse grupo como decisivo em disputas acirradas, já que tende a oscilar ao longo das campanhas.
Rejeição elevada entre os dois nomes
O levantamento também avaliou o índice de rejeição dos possíveis candidatos.
Segundo os dados, 56% dos entrevistados dizem que não votariam em Lula, enquanto 55% afirmam que não escolheriam Flávio Bolsonaro.
Entre os eleitores independentes, a rejeição é ainda maior: 65% dizem que não votariam em Lula, e 61% rejeitam Flávio Bolsonaro.
O cenário indica uma disputa potencialmente equilibrada, marcada tanto pela polarização quanto pelo peso do eleitorado que ainda se mostra distante dos dois campos políticos.
Por: Genivaldo Coimbra