Ministro do STF volta atrás em decisão e barra encontro entre o ex-presidente e conselheiro do governo dos Estados Unidos
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (12) revogar a autorização que permitiria a visita do assessor do governo dos Estados Unidos, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com a nova decisão, o encontro que estava previsto para ocorrer na próxima semana foi oficialmente proibido. A visita vinha sendo discutida após uma autorização inicial do próprio ministro, que acabou reconsiderando a medida posteriormente.
Mudança na decisão
Inicialmente, Moraes havia autorizado a visita do conselheiro norte-americano ao ex-presidente brasileiro. No entanto, após reavaliar o caso, o ministro decidiu revogar a autorização e impedir o encontro.
A decisão impacta diretamente a agenda de Darren Beattie, que atua como conselheiro sênior do governo do presidente Donald Trump para assuntos relacionados ao Brasil.
O encontro entre Beattie e Bolsonaro estava previsto para acontecer na quarta-feira (18). Com a nova determinação do STF, a reunião não poderá mais ocorrer.
Contexto político e diplomático
A tentativa de visita gerou repercussão política devido ao vínculo de Beattie com o governo norte-americano. O assessor é considerado um dos nomes próximos à administração de Donald Trump em temas ligados à política externa e às relações com o Brasil.
A decisão de Moraes reforça o controle do Supremo Tribunal Federal sobre as condições de visitas e contatos envolvendo o ex-presidente.
Situação de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro segue preso enquanto responde a investigações relacionadas a diferentes processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal. As regras de visitação ao ex-chefe do Executivo são definidas judicialmente e dependem de autorização prévia da Corte.
Com a revogação da autorização, o assessor norte-americano não poderá realizar o encontro planejado, e a agenda internacional envolvendo Bolsonaro permanece restrita às decisões judiciais.
Por: Juliana Braz