Acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, Cléber Rosa de Oliveira seguirá preso enquanto investigação avança; audiência foi marcada para maio
A Justiça decidiu manter a prisão preventiva de Cléber Rosa de Oliveira, síndico investigado pelo assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves Sousa, ocorrido em Caldas Novas, no sul do estado.
A decisão foi proferida pela 1ª Vara Criminal da comarca durante a revisão obrigatória da medida cautelar. Segundo o entendimento judicial, não surgiram fatos novos que justifiquem a liberação do acusado neste momento.
Indícios e gravidade do crime
De acordo com o processo, permanecem presentes indícios de autoria e materialidade, além da avaliação de que a liberdade do investigado poderia representar riscos à ordem pública e ao andamento das apurações.
Cléber está preso desde o dia 28 de janeiro de 2026 e responde pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
No documento judicial, a magistrada ressaltou a gravidade do caso e a forma como o crime teria sido planejado. Segundo as investigações, o acusado teria desligado propositalmente a energia elétrica do apartamento da vítima para atraí-la até o subsolo do prédio.
Execução no subsolo do condomínio
Ainda conforme os autos, o síndico teria aguardado a chegada de Daiane no local usando um capuz e efetuado dois disparos na cabeça da vítima.
A decisão destaca que a suposta premeditação e a violência do crime reforçam a necessidade da manutenção da prisão preventiva.
Possível interferência na investigação
Outro ponto considerado pela Justiça envolve a possibilidade de interferência no andamento das investigações.
Segundo o processo, o acusado teria enviado mensagens de áudio a funcionários do condomínio orientando como deveriam se manifestar sobre o caso.
Além disso, a entrega inicial das imagens do sistema de videomonitoramento do prédio apresentou lacunas, com registros apenas parciais.
Como síndico do condomínio, Cléber possuía acesso direto ao sistema de câmeras e contato com o técnico responsável pela extração das gravações, o que, segundo a Justiça, poderia comprometer a produção de provas.
Corpo ficou desaparecido por semanas
A decisão também menciona que o corpo da vítima permaneceu oculto por mais de 40 dias, período em que familiares e autoridades realizavam buscas.
Durante o cumprimento da prisão temporária, investigadores também encontraram malas com roupas no imóvel do acusado, circunstância que pode indicar tentativa de fuga.
A próxima audiência do caso está marcada para maio, quando novas etapas do processo judicial deverão ser analisadas.
Por: Genivaldo Coimbra