A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) iniciou sua atuação como presidente da Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados com uma série de medidas voltadas à proteção das mulheres e ao enfrentamento da violência de gênero.
Logo nos primeiros dias no comando do colegiado, a parlamentar protocolou quatro requerimentos, incluindo a proposta de realização de uma audiência pública com a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, para discutir estratégias de combate ao feminicídio no Brasil.
Prioridade no combate à violência
Entre as principais iniciativas, Erika Hilton busca ampliar o debate institucional sobre políticas públicas voltadas à segurança e proteção das mulheres. A audiência sugerida deve reunir representantes do governo federal para apresentar ações e planos em andamento.
A proposta reforça a intenção da deputada de colocar o tema como prioridade dentro da comissão, em um momento de crescente preocupação com casos de violência no país.
Espaço para participação da sociedade
Outro ponto apresentado por Hilton é a criação de um espaço fixo para a sociedade civil. A deputada propôs que a “Tribuna da Mulher” ocorra antes das reuniões da comissão, permitindo que movimentos sociais e representantes da população possam se manifestar diretamente.
A iniciativa busca aproximar o debate legislativo das demandas reais enfrentadas por mulheres em diferentes regiões do Brasil.
Moções contra conteúdos misóginos
Além das propostas de debate e participação popular, a parlamentar também protocolou moções de repúdio. Uma delas é contra a criação de um jogo com conteúdo considerado misógino e de exploração sexual, inspirado em um caso internacional.
Na justificativa, Erika Hilton destacou que esse tipo de conteúdo contribui para a normalização da violência e desumanização das mulheres, reforçando a necessidade de posicionamento institucional.
As medidas marcam o início da gestão da deputada à frente da comissão e indicam uma atuação voltada para direitos, proteção e enfrentamento à violência de gênero.
Pôr: Juliana Braz