Após três anos e dois meses à frente do Ministério da Fazenda, Fernando Haddad deixará o cargo nesta semana para disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026. Integrante do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ele encerra a gestão com avanços estruturais e desafios fiscais ainda em aberto.
Entre os principais marcos está a aprovação da reforma tributária sobre o consumo, após décadas de discussão no Congresso Nacional, além da criação do novo arcabouço fiscal, que buscou reorganizar as contas públicas. Durante o período, indicadores econômicos mostraram melhora, com crescimento do PIB, queda do desemprego e aumento da renda.
Apesar disso, Haddad enfrentou dificuldades para avançar em cortes de gastos, diante de prioridades do governo que pressionaram o orçamento. A estratégia acabou concentrada no aumento da arrecadação, sem conseguir zerar o déficit público.
A gestão também lidou com desconfiança inicial do mercado e limitações políticas internas, que reduziram o alcance das medidas. Avaliações de especialistas indicam que, embora não tenha promovido o ajuste ideal, Haddad contribuiu para evitar um cenário fiscal mais crítico no país.
Por: Genivaldo Coimbra