Adolescente de 14 anos negou violência sexual; caso gerou apuração e aborto foi interrompido pela polícia
A Polícia Civil de Minas Gerais vem investigando um caso curioso e delicado em Araguari, no Triângulo Mineiro, onde uma mãe passou a ser alvo após inventar que a filha, uma adolescente de 14 anos, havia sofrido estupro. A denúncia falsa tinha como objetivo possibilitar a realização de um aborto legal pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Há cerca de uma semana, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) recebeu a denúncia de um suposto estupro de vulnerável contra a adolescente. A informação gerou início imediato de investigações para apurar a veracidade dos fatos e garantir a proteção da menor.
No entanto, durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que a adolescente nunca sofreu violência sexual. Ao contrário, a jovem confirmou que não houve abuso e que a mãe teria usado a mentira para conseguir a autorização para o aborto.
Diante dessas constatações, as autoridades interromperam o procedimento de aborto, que já estava em andamento em uma unidade de saúde da região. A polícia segue investigando o caso para apurar as motivações da mãe e as consequências legais que poderão ser aplicadas.
Esse episódio reforça a importância dos cuidados na apuração de denúncias relacionadas a abusos sexuais e também os desafios na aplicação das políticas de saúde pública referentes ao aborto legal no Brasil.
Por: Juliana Braz