.Governador de Goiás e pré-candidato pelo PSD, Ronaldo Caiado diz que o desafio é governar o país e evitar a volta do PT ao poder
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, declarou nesta segunda-feira (30) que vencer o PT nas urnas “não é a maior dificuldade”, mas que o verdadeiro desafio está na capacidade de governar o Brasil após a eleição. Durante coletiva em São Paulo, o político também criticou o senador Flávio Bolsonaro, afirmando que ele não possui experiência administrativa para comandar o país.
Sem citar diretamente a eleição de 2022, Caiado relembrou a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o erro da direita foi não apresentar preparo para a governabilidade.
“Ganhar a eleição do PT é fácil. O difícil é governar para que o PT não volte a ser opção no país”, disse.
Segundo o governador, não se aprende a governar “sentado na cadeira da Presidência”, e a experiência acumulada na relação com assembleias, tribunais e Congresso seria fundamental para evitar conflitos institucionais.
Disputa na direita e recado ao bolsonarismo
A declaração ocorre em meio ao cenário de disputa dentro do campo da direita para as eleições de 2026. Caiado foi oficializado como pré-candidato pelo PSD após vencer a disputa interna no partido e passou a se posicionar como alternativa ao bolsonarismo tradicional.
Mais cedo, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o “ideal” seria que Caiado abrisse mão da candidatura e apoiasse Flávio Bolsonaro já no primeiro turno. Para Caiado, esse tipo de estratégia “não funciona mais na política nacional”.
“A política hoje é feita de debate. Sou uma via independente”, afirmou.
“Não se governa com queda de braço”
Caiado ainda usou sua formação médica para ilustrar o que considera ser a postura esperada de um governante. Segundo ele, a população busca alguém com competência comprovada, e não nomes que representem apenas polarização política.
Para o governador, a polarização entre PT e bolsonarismo é sustentada por interesses políticos e não atende ao desejo da população por estabilidade administrativa.
“Não se governa com queda de braço. Nunca briguei com minha assembleia, com meu Tribunal de Contas. O diálogo é o caminho”, completou.
Por: Lucas Reis
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