Petista foi preso em 7 de abril de 2018; em publicação, filha do presidente citou rotina de visitas e apoio emocional
Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), publicou nesta 3ª feira (7.abr.2026) uma mensagem em suas redes sociais relembrando os 8 anos da prisão do petista.
Em 7 de abril de 2018, Lula foi levado à sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR) para cumprir pena de 12 anos e 1 mês em regime fechado. A condenação se deu no âmbito da operação Lava Jato.
O presidente estava acompanhado do advogado e hoje ministro do STF, Cristiano Zanin. Tinha 72 anos. Foi solto em 8 de novembro de 2019, depois de 580 dias preso. Na ocasião, estava com 74 anos.
Na publicação, Lurian descreveu a data como um dos dias “mais tristes e aterrorizantes” de sua vida e relatou a inversão de papéis no apoio emocional da família. “O dia em que engoli o choro, o dia em que fui esteio, em que senti que meu olhar era o amparo, o dia em que os papéis se inverteram. Ele, que sempre foi nosso apoio moral e emocional, nunca precisou que estivéssemos tão fortes e resilientes”, escreveu.
580 DIAS
Lurian relembrou o período de 580 dias em que o presidente permaneceu preso, destacando a rotina de viagens semanais entre o Rio de Janeiro e Curitiba para visitá-lo na carceragem da Polícia Federal.
Segundo ela, a família chegava desanimada às visitas, mas saía fortalecida pela postura do pai. “Não sei de onde vem, mas há uma força sobrenatural que caleja esse homem, e não tenho dúvidas de que herdei parte dela, dessa mania de achar graça na própria dor. Talvez seja assim que se sofre menos”, afirmou.
A filha do presidente encerrou a homenagem agradecendo pelos valores que Lula lhe ensinou e celebrando a anulação das condenações que permitiram o retorno do petista à vida política e à Presidência. “A verdade venceu e há de continuar vencendo! Te amo, meu pai!”, concluiu.
HISTÓRICO
Lula foi preso em 2018 após condenação em 2ª instância no caso do tríplex do Guarujá. Deixou a prisão em 8 de novembro de 2019, depois de o STF decidir contra a execução de pena antes do trânsito em julgado.
Em 2021, o Supremo anulou as condenações do petista ao considerar a 13ª Vara Federal de Curitiba incompetente para julgar os processos e declarar a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro. A decisão restabeleceu os direitos políticos de Lula, permitindo sua candidatura e vitória nas eleições de 2022.
