Palmeiras critica duramente decisões da CBF e questiona arbitragens no Brasileirão

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Palmeiras endurece discurso contra CBF e questiona decisões recentes no Brasileirão

Abel Ferreira pegou um gancho de oito jogos (Crédito: Leco Viana/TheNEWS2 via ZUMA Press Wire)

O Palmeiras decidiu agir de forma mais contundente nos bastidores e prepara o envio de ofícios à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O objetivo é questionar decisões recentes que, na visão do clube, indicam critérios inconsistentes na condução do Campeonato Brasileiro.

A principal insatisfação envolve o adiamento do clássico entre Flamengo e Fluminense, que passou de sábado para domingo. Para a diretoria alviverde, a medida beneficiou apenas uma equipe, enquanto outros clubes tiveram pedidos semelhantes negados em circunstâncias parecidas.

LEIA MAIS: Corinthians encara o Palmeiras com elenco desfalcado e pressão no Brasileirão

Palmeiras critica CBF por falta de isonomia

O Palmeiras critica a CBF justamente pela ausência de uniformidade nas decisões. Internamente, o clube entende que o calendário apertado afeta todas as equipes e, por isso, os critérios deveriam ser iguais para todos.

Casos recentes reforçam esse argumento. O Mirassol, por exemplo, teve o pedido de adiamento recusado mesmo enfrentando um curto intervalo entre jogos. Situações semelhantes ocorreram com Cruzeiro e Avaí, que também não conseguiram alterações em suas partidas, mesmo diante de dificuldades logísticas.

Dessa forma, o clube paulista pretende formalizar sua insatisfação e cobrar explicações da entidade máxima do futebol brasileiro.

Punição de Abel Ferreira amplia revolta

Outro ponto que aumentou o desgaste foi a punição aplicada ao técnico Abel Ferreira. O treinador foi suspenso por oito partidas após expulsões no Brasileirão, sendo enquadrado por comportamento considerado inadequado.

Apesar do recurso apresentado, o órgão responsável negou o pedido de efeito suspensivo. Com isso, o comandante não poderá estar à beira do campo em partidas importantes, incluindo o clássico deste domingo, contra o Corinthians.

O clube considera a decisão desproporcional e entende que houve tratamento diferente em comparação a outros casos. Esse cenário reforça o discurso de que há falta de equilíbrio nas decisões disciplinares.

Diante desse contexto, o Palmeiras pretende não apenas enviar documentos oficiais, mas também abrir diálogo direto com a entidade. A ideia é que as partes discutam os critérios adotados e evitem novas situações semelhantes ao longo da temporada.

Internamente, há o entendimento de que a medida pode gerar desgaste institucional. Ainda assim, a diretoria considera necessário se posicionar de forma firme para defender seus interesses.

Veja a nota oficial do Palmeiras

“A Sociedade Esportiva Palmeiras sempre se pautou pelo absoluto respeito aos processos estabelecidos, discutindo e defendendo seus direitos junto às esferas competentes de forma reservada e responsável.

Diante dos acontecimentos recentes, no entanto, o clube vem a público manifestar sua profunda insatisfação com a condução do caso envolvendo o julgamento do técnico Abel Ferreira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e com o adiamento por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) da partida entre Fluminense e Flamengo, pela 11ª rodada do Brasileirão.

Em decisão que foge aos preceitos historicamente adotados pelas comissões disciplinares, nosso treinador foi punido com rigor desproporcional, em uma sessão que considerou, entre outras imprecisões, uma leitura labial sem qualquer respaldo pericial e trouxe à tona episódios pretéritos pelos quais o profissional já havia sido penalizado.

Causa ainda maior estranheza a resposta negativa dada neste sábado (11) pelo STJD ao pedido de efeito suspensivo protocolado pelo clube ainda na quinta-feira (9). Afinal, em inúmeros casos semelhantes, o mesmo tribunal atendeu a essa solicitação, como forma de garantir o amplo direito à defesa; com o treinador do Palmeiras, contudo, observa-se tratamento desigual, destoando dos princípios da isonomia.

Decisões arbitrárias comprometem a credibilidade das competições. É fundamental que todos os agentes envolvidos atuem com equilíbrio, sem eleger um único profissional como bode expiatório – não é razoável que apenas um seja penalizado por um problema coletivo. Desse modo, o clube espera que, na segunda instância, o caso em questão seja analisado com coerência.

Por fim, manifestamos também o nosso descontentamento com a decisão da CBF de acatar o pedido do Flamengo para a remarcação do jogo contra o Fluminense, de hoje (11) para amanhã (12).

Não nos cabe entrar no mérito do pleito; é necessário questionar, contudo, por que somente um clube tem a sua solicitação atendida, enquanto outras equipes vêm tendo pedidos similares sistematicamente rejeitados pela entidade.

Em um calendário reconhecidamente desafiador, todos os clubes enfrentam dificuldades logísticas – incluindo o Palmeiras – e, por isso, é essencial que haja imparcialidade e transparência em decisões que podem impactar o campeonato.”



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