No último sábado (11), o cantor Justin Bieber retornou aos grandes palcos em um elogiado show no festival Coachella, na Califórnia, provocando um pico de buscas no Google.
O canadense estava afastado dos holofotes desde 2022, quando cancelou sua turnê mundial devido a problemas pessoais e de saúde. Rumores envolvendo seu nome no escândalo do rapper Sean “Diddy” Combs e uma suposta separação de Hailey Bieber contribuíram para manter o astro ainda mais recluso.
No show do Coachella, Bieber brincou de DJ. Abriu o YouTube em um telão e deu play em seus maiores sucessos, clipes antigos e até imagens de paparazzi, convidando os fãs que o assistiam virtualmente a sugerirem músicas e vídeos.
Agora, neste sábado (18), ele vai se apresentar novamente no festival californiano e deve repetir a dose. O Coachella tem transmissão ao vivo pelo YouTube.
Fazia algum tempo que Bieber andava esquivo da mídia. Seu nome pouco figurava nos tabloides, redes sociais e buscas da web. Em julho do ano passado, lançou seu sétimo álbum, “Swag 2”, que teve repercussão moderada.
Os episódios mais recentes que colocaram o nome do cantor em relevância foram os rumores de crise no casamento e um chilique com fotógrafos em Malibu.
A discussão com os paparazzi gerou um vídeo de 11 minutos publicado pelo site Page Six, no qual Bieber tenta expulsar os profissionais da imprensa e os acusa de “ganhar dinheiro às custas de outro ser humano”. A repercussão do vídeo levantou preocupações sobre a saúde mental de Justin.
Caso Diddy
Nos últimos dois anos, Bieber teve seu nome envolvido em rumores sobre o caso P. Diddy. Na época em que estouraram as notícias sobre os abusos cometidos nas festas do rapper, pipocaram na internet teorias da conspiração de que o cantor teria sido uma das vítimas do magnata.
Em maio do ano passado, o artista se pronunciou publicamente pela primeira vez, via assessoria de imprensa, sobre sua relação profissional e pessoal com Diddy. “Embora Justin não esteja entre as vítimas de Sean Combs, há indivíduos que foram genuinamente prejudicados por ele”, afirmaram seus representantes na ocasião.
Bieber foi pupilo de Diddy no início da carreira, ainda adolescente. O rapper e produtor foi um dos primeiros a apostar no talento do menino e ajudou a catapultá-lo para o sucesso.
Trajetória
Foi em 2009 que o nome de Justin Bieber, então um garoto de 15 anos, começou a despontar nas buscas do Google. Ele havia começado a viralizar com seus vídeos no YouTube.
Em maio de 2010, ele estourou com seu primeiro álbum, “My World 2.0”. O hit “Baby” se tornou fenômeno global de vendas.
Em fevereiro de 2011, tornou público o namoro com Selena Gomez, que duraria até 2018, entre idas e vindas.
Em outubro do mesmo ano, Bieber veio pela primeira vez ao Brasil e faz cinco shows lotados em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. A passagem do cantor pelo país foi um fenômeno, com fãs acampando na porta dos estádios e se aglomerando em frente ao Copacabana Palace, onde ele se hospedou. Selena Gomez, aliás, acompanhou o namorado na turnê brasileira.
Em junho de 2012, Bieber lançou seu terceiro álbum, “Believe”, que o destacou na história da Billboard como o artista mais jovem a emplacar cinco hits no top 1. Ele tinha 18 anos.
Em janeiro de 2014, a imagem de garoto prodígio foi arranhada pela primeira vez. Ele foi preso dirigindo sob efeito de maconha e remédios. Sua “mugshot” —a foto de fichamento policial—, na qual aparece sorrindo e com o topete intacto, teve repercussão imediata.
Em novembro de 2015, Justin lançou seu quarto álbum, “Purpose”. O single “Sorry” chega ao topo das paradas e o coloca novamente em relevância.
Em junho de 2018, rompeu de vez com Selena Gomez e assumiu um novo namoro com Hailey Baldwin —filha do ator Stephen Baldwin—, com quem já tinha tido um affair em 2016. Eles se casaram dois meses depois, escondidos da imprensa. Justin tinha 24 anos e Hailey, 22. Em agosto de 2024, nasce o primeiro filho do casal, Jack Blues Bieber.