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Sandro Mabel aciona Justiça contra Igor Franco por ataques e fake news com uso de inteligência artificial

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Prefeito de Goiânia move ações criminal e cível, além de representação no Conselho de Ética, após publicações atribuídas ao vereador

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, decidiu levar à Justiça uma disputa política que ganhou repercussão nas redes sociais. O chefe do Executivo municipal ingressou com ações nas esferas criminal e cível, além de protocolar representação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara Municipal contra o vereador Igor Franco.

Segundo a defesa de Mabel, o prefeito teria sido alvo de ataques pessoais, disseminação de fake news e conteúdos produzidos com uso de inteligência artificial para atingir sua imagem pública.

Entre os materiais questionados está uma publicação criada por IA em que o prefeito aparece de forma caricata em Nova York, vestindo um blazer estampado com notas de dinheiro enquanto cédulas caem do céu.

De acordo com os advogados de Mabel, a montagem teria a intenção de associá-lo “simbolicamente à mentira, à ostentação, ao desprezo pelo povo e à indevida vinculação com riqueza ilícita ou moralmente reprovável”.

Outro ponto citado no processo envolve um vídeo acompanhado por música crítica ao gestor. A letra diz: “não gosta de pobre, nem de quem vive na labuta, não gosta de humildes nem de trabalhador, não, mas quando o assunto é viagem tudo muda de lugar, some daqui rapidinho pra não ter que encarar, ô prefeitinho mentira, já partiu sem avisa”.

Na avaliação da defesa, o conteúdo ultrapassa o campo da crítica política e busca propagar fake news ao atribuir ao prefeito comportamento insensível com a população e a imagem de governante mentiroso.

O caso também reacende o debate sobre os limites do uso da inteligência artificial em disputas eleitorais e confrontos políticos. Especialistas alertam que ferramentas digitais capazes de criar vídeos, áudios e imagens manipuladas podem influenciar a opinião pública e gerar danos reputacionais.

Agora, caberá ao Judiciário analisar os pedidos apresentados nas ações e ao Conselho de Ética avaliar a conduta parlamentar apontada pela representação.


Por: Genivaldo Coimbra

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